Home Destaque Recital da Escola Florentina resgatará trajetória do grupo florense Qualquer Canto

Recital da Escola Florentina resgatará trajetória do grupo florense Qualquer Canto

Noite reunirá jovens músicos e celebrará a retomada do grupo florense após três décadas fora dos palcos
(Foto: Sohfia Marcon Fiorese)

Flores da Cunha viverá uma noite em que a descoberta de novos caminhos na arte de ser músico e o reconhecimento de nossa memória cultural convergem no mesmo palco. O Recital da Escola de Música Florentina, neste sábado (20), no Espaço Cultural São José, terá como abertura o retorno do grupo Qualquer Canto, conjunto florense que retoma suas atividades após um hiato de 30 anos.

A escolha da Qualquer Canto para abrir o recital não é apenas uma homenagem ao passado, mas uma forma de integrar trajetórias distintas dentro do mesmo contexto formativo. O grupo, composto por Roque Alberto Zin (flauta transversal), Alessandro Cavagnolli (teclado), Roberto João Bigarella (vocal) e Carlos Raimundo Paviani (violão e vocal), retoma as atividades com a proposta de revisitar sua produção e, ao mesmo tempo, reposicioná-la no presente.

(Voltar) é parte de um projeto de deixar registradas as músicas que fizemos e que poderão se perder no tempo. Além disso, notamos por parte dos músicos mais jovens curiosidade a respeito das composições — afirma Roque Alberto Zin.

“Reencontrar nossas raízes”

Além de colecionar premiações em cidades como Flores da Cunha, Antônio Prado, Canoas e Passo Fundo, o conjunto ampliou suas fronteiras, projetando-se para o território regional por meio de participações televisivas.

— A banda surgiu em função dos festivais e obteve sucesso regional. Participamos do programa “Galpão Crioulo” da RBS TV e fomos escolhidos para representar a região da RBS Caxias no programa Sul em Canto — relembra Zin.

Com o passar do tempo, no entanto, a continuidade do projeto foi afetada pela dificuldade de conciliar agendas e pela escassez de espaços para apresentações.

O retorno aos palcos carrega, para eles, a responsabilidade de honrar o legado do grupo sem abdicar da capacidade de renovação.

— Apresentaremos algumas músicas que participaram de festivais e outras inéditas, o objetivo é reencontrar nossas raízes, utilizando a experiência como forma de avançar por novos caminhos — conclui o flautista.

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