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Prefeitura assina concessão do Casarão dos Veronese para oferecer novos atrativos turísticos

Contrato é válido por 10 anos e prevê repasse mensal de R$ 1.250 pela exploração comercial do prédio histórico
(Foto: Karine Bergozza)

Para oferecer novos atrativos no histórico Casarão dos Veronese, a Prefeitura de Flores da Cunha concluiu a concessão do espaço público. Pelos próximos 10 anos, a empresa JM Soluções e Suprimentos, de Caxias do Sul, será a responsável por gerir o patrimônio histórico e propor serviços voltados à recreação, lazer, cultura e turismo. O termo, que foi assinado na tarde de terça-feira (6), prevê um repasse mensal de R$ 1.250 pela exploração comercial do espaço.

Localizado no distrito de Otávio Rocha, o Casarão dos Veronese é um prédio histórico tombado como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). A edificação é considerada um dos mais significativos exemplares da arquitetura da imigração italiana no estado, com construção em pedra basalto e estilo típico da época.

A concessão tem como intuito a promoção de mais ações voltadas à cultura e ao turismo para a comunidade florense e para os turistas. Até então, apesar de restaurado, o Casarão dos Veronese só atendia visitas mediante agendamento prévio — o que era motivo de críticas.

O termo de concessão prevê que o Casarão deverá operar, pelo menos, por cinco dias da semana e totalizar um mínimo de 30 horas semanais aberto ao público. Também será obrigatório estar aberto sempre aos sábados, domingos e feriados.

A JM Soluções e Suprimentos terá o direito à exploração comercial do local, podendo propor a implantação de atividades turísticas, gastronômicas, culturais, educacionais e de lazer, equipamentos ou serviços. O acordo estabelece que toda e qualquer novo atrativo deverá estabelecer como prioridade a valorização e propagação da cultura da imigração italiana na Serra Gaúcha. Esta implantação e eventual cobrança por esses novos atrativos dependerão de autorização prévia e expressa do Município.

A empresa deverá manter um serviço de receptivo e visitação turística, incluindo agendamentos, de forma gratuita. Também é um dever disponibilizar internet de qualidade e gratuita aos visitantes na área interna do Casarão.

O contrato também reserva a utilização do espaço pela Prefeitura, mediante prévia solicitação, sem qualquer custo. Outro ponto reforçado é que a concessionária deverá seguir e aplicar as regras e normas estabelecidas pelo IPHAE no que diz respeito ao patrimônio histórico e cultural presente no local, zelando pela conservação, manutenção e integridade física do imóvel.

O que diz a Prefeitura

A concessão do Casarão dos Veronese é descrita como uma decisão “construída com responsabilidade e visão de futuro”.

— Trata-se de uma medida que busca qualificar o uso de um local reconhecido culturalmente e com grande potencial turístico. Ao mesmo tempo, a iniciativa permite fomentar a economia e assegurar a preservação do patrimônio, sempre com transparência, equilíbrio e foco no interesse público — reflete o prefeito César Ulian.

Na avaliação da gestão, este é um novo capítulo para um espaço carregado de história.

— Estamos falando de transformar um patrimônio em um ambiente mais vivo. O acesso seguirá gratuito para a visitação do Casarão e o uso será ampliado, com novos serviços e atrativos que serão oferecidos — explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Cultura e Inovação, Tiago Centenaro Mignoni.

A reportagem não conseguiu contato com a JM Soluções e Suprimentos até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

Patrimônio preservado

O Casarão dos Veronese foi construído no final do século XIX pelo imigrante italiano Felice Veronese, como residência para sua família e também como espaço para atividades econômicas como a produção de vinhos e até uma pequena fábrica de pólvora criada pelos filhos. Por sua relevância como testemunho da formação da comunidade local, foi tombado em dezembro de 1986 pelo patrimônio estadual.

Ao longo das últimas décadas houve várias iniciativas para preservar o Casarão, muitas vezes com projetos comunitários e apoio da prefeitura de Flores da Cunha. A restauração foi inaugurada em 2017, após aporte de R$ 2,6 milhões por meio da Lei de Incentivo à Cultura e parcerias com empresas locais, como a Florense e Keko Acessórios.

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