Home Destaque “Precisamos caminhar todos juntos”, diz novo pároco da Paróquia Santo Antônio

“Precisamos caminhar todos juntos”, diz novo pároco da Paróquia Santo Antônio

Padre Ilvo Bottega assume a comunidade de Nova Pádua a partir de fevereiro
(Foto: Acervo Pessoal)

A Paróquia Santo Antônio inicia 2026 com um novo pároco. Padre Ilvo Bottega, 56 anos, assume a comunidade a partir de 1º de fevereiro, após nomeação oficial feita em 20 de dezembro pelo bispo diocesano de Caxias do Sul, Dom José Gislon.

Natural de Carlos Barbosa, padre Ilvo foi ordenado sacerdote em junho de 1998 e soma 27 anos de ministério presbiteral. Ao longo de sua trajetória, atuou em diversas paróquias da Diocese e também viveu uma experiência missionária em Rondônia. Nos últimos sete anos, esteve à frente da Paróquia São José, em Vista Alegre do Prata. Nesta entrevista ao O Florense, o novo pároco fala sobre sua vocação, caminhada na Igreja e as expectativas para a missão em Nova Pádua.

O Florense: Em que momento o senhor percebeu que o sacerdócio seria o seu caminho?
Padre Ilvo Bottega: A minha motivação veio do berço da minha família. Sempre cultivamos e vivenciamos a oração. Nesse espírito de oração, fui sentindo esse chamado que Deus faz a cada um de nós. Ele nos escolhe, nos envia. Por isso, a vocação não é algo que sentimos e já estamos prontos, mas sim um processo que vamos amadurecendo ao longo da nossa vida. Essa vocação surgiu ao longo da minha caminhada, aos 13 anos.

O que a experiência missionária em Rondônia lhe ensinou?
Foi uma experiência muito bonita de Igreja. É uma Igreja muito participativa, de fé, onde o povo buscava sempre uma caminhada de presença. Nós éramos quatro padres e atendíamos três paróquias que somavam 268 comunidades. Percebemos um povo que não tinha medo. As pessoas caminhavam na chuva, na lama e no sol forte. Era possível notar a alegria das pessoas na celebração da Eucaristia.

Como o senhor definiria seu jeito de conduzir o trabalho pastoral?
De caminhar todos juntos. O padre, sem o povo, não é ninguém, mas o povo também necessita de uma palavra de conforto e de esperança. Precisamos caminhar juntos, de forma simples e humilde. Gosto muito da palavra sinceridade: que as pessoas, assim como o padre, possam ser sinceras, para que todos possamos crescer nesse espírito de sinceridade, humildade e compreensão, ajudando-nos mutuamente.

Após sete anos à frente da Paróquia em Vista Alegre do Prata, quais aprendizados mais marcaram essa caminhada?
Cada lugar é um lugar, e cada etapa da vida é diferente. A cada passo, vamos nos aperfeiçoando. Há aprendizados que tentamos partilhar. Não podemos fazer comparações entre locais; o mais importante é sentir e viver uma caminhada juntos. A experiência que levo da Paróquia São José é a amizade do povo, de estarmos sempre juntos.

Quais são as primeiras impressões de Nova Pádua?
Fiquei pouco tempo ainda, apenas uma meia tarde. Mas, acima de tudo, já percebi um povo trabalhador e de fé. Passamos pela Igreja Matriz, uma igreja tão bonita e acolhedora. Passei também por algumas comunidades, embora não tenha tido tanto contato com as pessoas. A primeira impressão é de um lugar muito acolhedor, com pessoas que buscam no trabalho sua esperança e a força para construir. O momento é inicial, mas aos poucos vamos formando nossas impressões. Nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro estarei em Nova Pádua iniciando as celebrações e, no dia 8, estarei assumindo definitivamente a Paróquia.

Quais são hoje os principais desafios da Igreja, especialmente em comunidades menores?
São muitos os desafios que a Igreja vem enfrentando e ainda irá enfrentar, mas que nos ajudem a amadurecer e a crescer no chamado, pois a vocação é um chamado. Deus nos capacita para isso. Os desafios não são apenas do padre, mas de todos nós, cristãos, para abraçarmos e vivenciarmos uma caminhada que nos ajude a amadurecer e fortaleça a Igreja de Cristo. Como Ele diz: “Não são aqueles que têm saúde que necessitam de médico, mas sim os que estão doentes”.

O que o senhor gosta de fazer no tempo livre e o que ajuda a manter o equilíbrio na vida sacerdotal?
Uma das coisas que gosto de fazer é pescar. A pesca ajuda a equilibrar, a aprender a ter paciência e a proporcionar um descanso mental. Também procuro a leitura e momentos de espiritualidade, que ajudam a manter viva a fé e a vivenciar nossa caminhada.

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