Home Destaque Jornal O Florense recebe homenagem pelos 40 anos na Câmara de Vereadores de Flores da Cunha

Jornal O Florense recebe homenagem pelos 40 anos na Câmara de Vereadores de Flores da Cunha

Moção de Congratulações, de autoria do vereador Luizzão, foi aprovada por unanimidade pela Casa Legislativa
Homenagem ocorreu nesta terça-feira (13) (Foto: Bruna Marini/ Câmara de Vereadores de Flores da Cunha/ Divulgação)

Relembrar o passado, documentar o presente e prospectar o futuro. Estas são apenas algumas das características do jornal impresso que foram enaltecidas na sessão ordinária desta terça-feira (13) na Câmara de Vereadores de Flores da Cunha.

Na oportunidade foi aprovada por unanimidade a Moção de Congratulações nº 028/2026, de autoria do vereador Luiz André de Oliveira – Luizzão (Republicanos), em homenagem aos 40 anos do jornal O Florense, o único meio de comunicação impresso que circula na Terra do Galo e no Pequeno Paraíso Italiano.

– Desde sua fundação, em 4 de outubro de 1986, O Florense tem desempenhado um papel importante na comunicação de Flores da Cunha, registrando acontecimentos, valorizando a nossa cultura e dando voz à comunidade – contextualizou Luizzão.

O vereador destacou que, ao longo de quatro décadas, a publicação acompanhou as transformações da comunicação, mantendo o seu compromisso com a informação, a credibilidade e o desenvolvimento local.

– Homenagear o jornal O Florense é reconhecer que o jornalismo local vai além de transmitir notícias. Ele preserva a memória, fortalece a cidadania e ajuda a contar a história de um município. Parabéns ao jornal O Florense pelos seus 40 anos de dedicação à nossa comunidade. Que continue informando e fazendo parte da história de Flores da Cunha, por muitas outras décadas.

A noite também contou com a exibição de um vídeo produzido pelo assessor de imprensa de Luizzão, Patrick Pirolli Tomé. O audiovisual teve como personagem principal o diretor geral do semanário, Carlos Raimundo Paviani, que lembrou a história e os fatos mais marcantes ao longo de quatro décadas.

“Como será a memória depois que não tiver o impresso?”

Ao fim da sessão, Paviani ocupou a tribuna para agradecer pela homenagem recebida. Ele aproveitou o momento para explicar como funciona o trabalho do jornal que, seja no impresso ou no digital, passa pela identificação de fatos e fontes para abordar um determinado assunto, pela checagem da veracidade das informações e relevância deste tema para o público até chegar à edição e à publicação. Justamente nesse sentido, ele defendeu que o jornalismo vai muito além das redes sociais

– O jornalismo, de certa forma, incomoda os poderes públicos, o Município, a Câmara de Vereadores, o Judiciário, a Corsan, a RGE, que hoje são empresas privadas, mas são concessionárias de serviços públicos; isso porque a gente está buscando sempre respostas para o que a população quer saber. Por que fez ou por que não fez? Por que atrasou? Por que deixou de fazer isso e fez aquilo? São perguntas que o jornalista sempre vai fazer. E que as redes sociais nunca farão.

O diretor de O Florense também frisou que “o jornalismo não vai morrer”, mas irá se reinventar e buscar novas formas de transmitir informação.

– E a pergunta que eu faço é: Como será a memória depois que não tiver o impresso? Porque nas redes sociais, quando eu quero uma fotografia, por exemplo, hoje nós não temos mais álbum de fotografia. E quando a gente quer, qual é a dificuldade de achar essa fotografia? Porque ela está lá no celular. Ela está em algum arquivo que a gente não organizou, não aprendemos a organizar ainda. Então, o digital é importante, mas o físico e a gestão que se faz dessa informação e desse conhecimento é que precisa ainda estabelecer uma nova forma de ficar.

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