O ano de 2026 é emblemático para o Madruga. O clube celebra duas décadas de fundação com um objetivo especial: conquistar o hexacampeonato do Campeonato de Futebol 7 de Flores da Cunha para coroar uma história que começou na amizade e se consolidou como uma das forças do futebol florense. A final contra o Alfredão está marcada para às 18h deste sábado (11), no Estádio Homero Soldatelli.
A campanha desta temporada reforça o protagonismo histórico: o Madruga chega à final da Série Ouro de forma invicta e com a melhor defesa da competição, apenas três gols sofridos.
A trajetória do Madruga começou com amistosos despretensiosos na intenção de reunir amigos. Foi somente em 2013 que o grupo avançou em seus sonhos e estreou no Municipal de Futebol 7. Um início que não poderia ter sido melhor: o Madruga conquistou o título de forma invicta, vencendo o Juventus na final.
Desde então, o clube se consolidou no esporte amador local com cinco títulos municipais (2013, 2015, 2017, 2018 e 2022). Daquele elenco pioneiro, nomes como Wagner Conz (atual presidente), Douglas Primo (vice-presidente), Fernando Foss, Marcos Fabian e Ederson Bolzam permanecem na linha de frente.
— A gente começou só pela amizade, pelo prazer de jogar futebol, e hoje ver o Madruga chegando em mais uma final, invicto e com chance de fazer história nos 20 anos do clube é algo que nos orgulha muito — destaca Ederson Bolzam, auxiliar técnico e um dos fundadores da equipe.
O Madruga também apresenta uma estatística rara. Na contramão da instabilidade de treinadores do futebol, o time é liderado por Itamar Bernardi, o Kiko, desde a sua fundação.
O treinador é o guardião da filosofia do clube nestes 20 anos. Reflexo de um projeto que prioriza a confiança e o amplo conhecimento que o comandante possui sobre o seu elenco.
Essa estabilidade ganhou um alicerce físico em 2016. O Madruga tem sua sede localizada no bairro Lagoa Bela, fruto de uma parceria com a Associação Atlética Funil. O “Monumental Dom Ramón Valdés” é o coração da agremiação, que entra em campo focada em celebrar duas décadas de história com o topo do pódio.
O legado do campo do Nei
O que começou em 2011 como uma simples “pelada” entre amigos no Travessão Alfredo Chaves transformou-se em um dos movimentos esportivos e culturais mais sólidos de Flores da Cunha. E neste sábado (11), às 18h, poderá consolidar mais um capítulo contra o Madruga, no Estádio Homero Soldatelli, na final da Série Ouro do Campeonato de Futebol 7 de Flores da Cunha.
O Alfredão Camp Nei Futebol Clube carrega em seu nome uma homenagem eterna a Nei Mioranza, que cedia o campo para os primeiros passos do grupo. A necessidade de estrutura levou o time uma nova comunidade e a parceria com a Capela São Paulo, de quase uma década, acumula conquistas em diversas modalidades, inclusive o título de 2024 que carimbou a força do elenco no Futebol 7.
A trajetória vitoriosa dentro das quatro linhas é alimentada por uma mística que vem das arquibancadas. A Barra da Ovelha, torcida que nasceu organicamente nos churrascos pré-jogo, dita o ritmo das partidas com uma organização que impressiona. Inspirada nas “hinchadas” sul-americanas, a barra utiliza instrumentos de sopro e percussão para entoar cânticos próprios — releituras de clássicos das arquibancadas argentinas e composições que remetem à Comunidade Ninjitsu.
A dedicação é tanta que o grupo chegou a gravar um álbum com mais de 20 faixas, disponível no Spotify, permitindo que a paixão pelo Alfredão seja ouvida em qualquer lugar.
Por trás dessa festa está o trabalho de Paulinho Pradella, responsável por toda a logística dos trapos e os instrumentos da banda. Graças a esse esforço, é impossível não reconhecer a força do “oitavo jogador” do Alfredão, onde quer que o time jogue.
Para os amigos e jogadores, a disputa desta Série Ouro neste final de semana também é a celebração deste legado, que une o passado no Campo do Nei e mantém viva a chama da acolhedora comunidade da Capela São Paulo.

