Home Destaque Falta de água ainda domina o dia a dia de moradores do bairro União

Falta de água ainda domina o dia a dia de moradores do bairro União

Interrupções constantes e vazamentos prolongados obrigam famílias a improvisar e trazem prejuízos
Morador Jorge Padilha mostra fatura de água e reclama de cobranças indevidas durante período de abastecimento irregular no bairro União (Foto: Klisman Oliveira)

Embora a Corsan/Aegea tenha afirmado recentemente que a crise de abastecimento em Flores da Cunha estaria superada, moradores do bairro União seguem enfrentando problemas cotidianos com falta de água. Vazamentos antigos, interrupções frequentes e incertezas sobre cobranças mostram que, para parte da população, a normalização prometida ainda não chegou.

A falta de água se tornou parte da rotina de muitos moradores. A costureira Nilva Moreira, 57 anos, relata que o problema afetou diretamente o dia a dia de sua família. Segundo ela, um vazamento na rede, em frente à sua residência, permaneceu ativo por aproximadamente três meses até ser consertado no último fim de semana.

— Esse final de semana vieram arrumar um vazamento que durou cerca de três meses. Foi muito tempo com esse problema bem na frente de casa — conta.

Durante esse período, a água acumulada trouxe riscos para a estrutura da residência.

— Precisamos fazer um encanamento para não alagar o porão. A gente teve que se virar para evitar um prejuízo maior. Hoje está solucionado, mas foi um desgaste grande — explica.

Além do vazamento, a instabilidade no abastecimento tem sido constante. Nilva afirma que houve dias em que a água faltou mais de uma vez, sem aviso prévio.

— Teve dias seguidos que faltava água, às vezes até duas vezes no mesmo dia. Era uma loteria chegar em casa e achar água na torneira — relata.

A moradora diz que, embora nesta semana a situação esteja mais amena, o problema ainda não foi totalmente resolvido.

— Essa semana está um pouco melhor, mas ainda falta água. A gente nunca sabe quando vai acontecer de novo — afirma.

Recentemente, a rua em frente à residência foi aberta para intervenções na rede. Nilva acredita que a medida pode estar relacionada à busca pelo vazamento, mas não recebeu informações oficiais sobre o serviço.

— Abriram a rua na frente da minha casa. Não sei se é para ajudar a encontrar outros vazamentos, mas a gente espera que resolva de vez — finaliza.

“Estou indignado com a Corsan”

No bairro, a falta de água também faz parte da rotina de Leandro Padilha, 48 anos. O marceneiro relata que o problema ocorre com frequência e afeta especialmente o pai, Jorge Padilha, que mora nos fundos da mesma residência.

— Praticamente falta água todos os dias aqui no bairro. Tenho duas caixas d’água em casa, então consigo manter por um tempo. Mas meu pai, que mora nos fundos da minha casa, sente bastante quando a água falta — relata.

Além da instabilidade no abastecimento, Leandro também demonstra insatisfação com a cobrança da conta de água. Segundo ele, a fatura não foi entregue e, ao buscar esclarecimentos, encontrou divergências no valor.

— A fatura nem chegou, e quando fomos atrás, colocaram R$ 1 a mais do que no mês passado. Só que ficamos 18 dias em férias, praticamente não usamos água nesse período. Quando questionamos o valor, disseram que não tem gente suficiente para fazer a leitura do hidrômetro — afirma.

O marceneiro teme as cobranças nos próximos meses.

— Quando voltarem a fazer a medição, vão cobrar quantos meses acumulados? Vai vir tudo somado? E o que a gente pagou nesses meses com valor estimado? Estou indignado com a Corsan — declara.

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