O empresário de Flores da Cunha, Maicon Galiotto, assumiu oficialmente nesta segunda-feira (1°) a presidência do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) para o biênio 2026-2028. Indicado pela Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi) e eleito por aclamação, ele passa a conduzir a entidade em um período considerado decisivo para o futuro do vinho brasileiro.
Com mais de duas décadas de experiência no setor e atuação direta em 26 safras, Galiotto construiu sua trajetória na Vinícola Galiotto, em Flores da Cunha, acompanhando todas as etapas da cadeia produtiva — do cultivo das videiras à logística. Formado em Administração de Empresas e com formação técnica em Agronomia, incluindo estágio na Embrapa Uva e Vinho, ele assume o cargo com a proposta de integrar ainda mais os diferentes elos do setor.
A safra 2025/2026, que registrou crescimento estimado entre 15% e 20% em relação ao ciclo anterior, reforça o momento positivo em termos de produção. Por outro lado, o aumento da oferta intensifica a necessidade de estratégias comerciais mais robustas e de maior presença no mercado, tanto nacional quanto internacional.
“União entre produtores, cooperativas e indústria”
Entre as prioridades da nova gestão estão o fortalecimento da imagem do vinho e do suco de uva brasileiros, a ampliação de mercados e o investimento em inovação e qualificação. A busca por maior competitividade também aparece como ponto central, especialmente diante da concorrência com produtos importados e das mudanças no comportamento do consumidor.
O novo presidente sucede Luciano Rebellatto, que agora ocupa a vice-presidência, representando os produtores rurais. A manutenção da articulação entre indústria e campo é, segundo Galiotto, um dos pilares da gestão.
— O fortalecimento da vitivinicultura passa pela união entre produtores, cooperativas e indústria — destaca.
Embora o consumo per capita de vinho no Brasil ainda seja considerado baixo, o setor enxerga espaço para crescimento, sobretudo por meio de ações de promoção, turismo e aproximação com novos públicos. A adaptação às novas tendências de consumo, especialmente entre os jovens, é vista como estratégica.
Em entrevista concedida ao jornal O Florense em maio (que pode ser conferida na íntegra clicando aqui), Galiotto já havia antecipado diretrizes de sua gestão, destacando o compromisso com o equilíbrio da cadeia produtiva, a valorização do produto nacional e a construção de um ambiente mais previsível e sustentável para o setor.
Além das pautas econômicas e comerciais, a nova administração também deverá ampliar discussões sobre sustentabilidade, inovação tecnológica e adaptação às mudanças climáticas — temas que ganham relevância diante das transformações globais e seus impactos diretos na produção agrícola.
