Com filas desde o almoço e mais de uma tonelada de agnolini vendida, o II Festival do Agnolini levou 16 mil pessoas ao centro de Flores da Cunha no sábado (16) e se consolidou como uma das principais atrações gastronômicas da Serra.
O dia ensolarado e as temperaturas amenas foram o convite perfeito para florenses e visitantes saborearem as diversas versões do prato principal. O cardápio incluía desde a clássica sopa até inovações como a opção frita acompanhada de molho de goiabada com vinho, e versões aos molhos bolonhesa, quatro queijos e frango.
Apesar do clima festivo e dos elogios à qualidade dos vinhos e das vinícolas locais, a alta procura resultou em gargalos estruturais no horário do almoço. Longas filas nos caixas e demora na distribuição dos alimentos testaram a paciência dos visitantes, evidenciando desafios que precisam ser enfrentados para o futuro da festividade.
O empresário Carlos Magnani, 64, veio para a Terra do Galo acompanhado da esposa, a psicóloga Hellen Magnani, 60. Enquanto estavam na fila para garantir o seu agnolini ao molho, o casal elogiava o evento, mas também apontava aspectos que podem ser melhorados para o futuro.
— Entendo que a cada evento as situações tendem a melhorar, porque a gente percebe hoje que é um sucesso pelo número de pessoas que estão por aqui. Mas, algumas coisas têm que ser ajustadas. Estamos há algum tempo e ainda não chegamos no local para experimentar a alimentação. Tem várias filas — observou Magnani, que acrescentou:
— Talvez, para a próxima edição, precise buscar melhorias na situação do caixa e na distribuição da alimentação. Mas, ao final, está sendo um dia maravilhoso aqui em Flores da Cunha — detalhou o empresário, que tinha elogios especiais às vinícolas florenses presentes no evento.
A bancária Gleyze Rebelo, 38, conta que acompanhou pelas redes sociais o sucesso do I Festival do Agnolini, o que serviu de motivação para sair de Caxias do Sul e marcar presença nesta segunda edição. Ela estava acompanhada do filho Vicente, de 8 anos.
— Gostei bastante, mas acredito que as filas estavam muito grandes, com muita demora para o pessoal comprar. Tanto é que nós esperamos um monte de tempo e só agora (metade da tarde) quando a fila estava um pouco menor, que nós efetivamente tentamos comprar alguma coisa para comer — relatou.
— Na parte da bebida, quando nós chegamos tinha balde, gelo, taças e ecobags, mas quando chegou a nossa vez não tinha mais nada disso, era só o vinho quente. Mas, num todo o evento está muito lindo, muito maravilhoso! — apontou.
Desafios e aprendizados
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Cultura e Inovação, Tiago Centenaro Mignoni, admite que o festival pode ser aprimorado e adianta que, nesse processo, as contribuições e sugestões da comunidade também estão sendo consideradas:
— Diante do grande fluxo de participantes observado nesta edição, a organização já avalia alternativas de layout e ajustes operacionais para qualificar ainda mais a experiência nas próximas edições.
Hoje o trabalho voluntário é uma das grandes essências do Festival do Agnolini, refletindo o envolvimento e o comprometimento da comunidade com o evento. Sobre a possibilidade de “profissionalizar” o serviço o secretário detalha:
— Com o crescimento do festival e o aumento das demandas operacionais, também passa a ser natural a avaliação de reforços técnicos e profissionais que possam contribuir para a organização e a qualidade da experiência oferecida ao público.
A presidente da Associação Comunitária Fenavindima, Paula Bebber, reconhece que o evento trouxe novos desafios, mas também novos aprendizados, oportunidades de melhorias e adaptações.
— Cada edição serve para evoluirmos ainda mais, tanto de forma qualitativa quanto quantitativa, buscando sempre oferecer uma experiência cada vez melhor ao público, mantendo a essência que fez o festival ser tão especial.
Paula lembra que o II Festival do Agnolini foi organizado pela Comissão Jovem da Associação Comunitária Fenavindima. Sendo assim, os recursos arrecadados com as vendas permanecem com a entidade.
— Esses valores auxiliam na manutenção das atividades, na organização de eventos e no fortalecimento das ações desenvolvidas pela associação em benefício da comunidade e das tradições locais.

