Home Destaque Aos 12 anos, ele começou como office-boy e hoje lidera a empresa criada pelo pai

Aos 12 anos, ele começou como office-boy e hoje lidera a empresa criada pelo pai

Trajetória de Maico na JFM Contabilidade foi construída ao lado de Plínio Ferraz de Lima, fundador que preparou a sucessão ao longo dos anos
Desde criança, Maico acompanhava o pai Plínio no escritório e aprendeu com seu exemplo sobre responsabilidade, compromisso e o valor de um ambiente saudável (Foto: Arquivo Pessoal)

Mais de 40 anos depois da fundação da JFM Contabilidade, a sucessão familiar preserva os valores que marcaram a trajetória iniciada por Plínio Ferraz de Lima. Fundador da empresa em 1983, ele construiu uma história marcada pelo empreendedorismo, pela busca constante por conhecimento e pela capacidade de enxergar oportunidades em um período em que a tecnologia dava seus primeiros passos no ambiente empresarial.

Para o filho, Maico Vinícius Ferraz de Lima, que hoje está à frente da JFM, o pai foi um exemplo de superação.

— Como empresário, eu sempre admirei muito ele. Eu diria que era um visionário. Ele veio de uma família humilde, passou por dificuldades, mas isso nunca atrapalhou os planos dele de vencer na vida.

Depois de iniciar sua formação em Bom Jesus e passar por diferentes cidades, entre elas Curitiba (PR), onde ampliou sua visão sobre negócios, Plínio retornou à Serra trazendo novas ideias. Em Flores da Cunha, aplicou esse olhar à JFM, que passou a oferecer diferentes serviços além da contabilidade e se tornou referência em inovação para a época.

Foi acompanhando essa trajetória que Maico Vinícius decidiu seguir a mesma profissão. Hoje, à frente da empresa, procura preservar os princípios que aprendeu com o pai e que seguem presentes na relação da JFM com clientes, colaboradores e parceiros.

— Ele sempre me falava, e eu via no exemplo dele, que os estudos eram muito importantes para vencer na vida, ter uma profissão, compreender as coisas e crescer — detalha o filho.

“Ele sentiria orgulho”

Hoje, quase seis anos após assumir a empresa, o filho Maico busca manter aquilo que considera a essência deixada pelo fundador: o cuidado com as pessoas e a busca por evolução.

Esse compromisso se reflete na forma como a JFM se relaciona diariamente com colaboradores e clientes, investindo no desenvolvimento da equipe, no atendimento próximo e na atualização constante de processos e tecnologias para acompanhar as transformações do setor.

— O que eu sigo dos passos dele é principalmente investir nas pessoas e na tecnologia. Ele sempre falava da importância de criar um ambiente saudável, onde as pessoas se sentissem felizes e motivadas para trabalhar.

A JFM reúne atualmente uma equipe de 17 colaboradores e segue acompanhando as transformações do setor contábil, com novos sistemas, ferramentas e processos que auxiliam na segurança e agilidade dos serviços prestados.

Ao imaginar o pai acompanhando a JFM hoje, Maico acredita que Plínio sentiria orgulho ao ver que seus valores continuam presentes na empresa.

— Ele sentiria orgulho de ver que aquilo que ele sempre falava para mim e para as pessoas da empresa continua acontecendo. Ele estava muito contente por eu ter abraçado esse legado — conclui.

“Tudo foi muito bem pensado e planejado”

Foi nesse ambiente que o filho começou a construir a própria história. Aos 12 anos, passou a frequentar o escritório no contraturno da escola e iniciou sua trajetória profissional como office-boy. Além de aprender tarefas do dia a dia, ele acompanhava de perto a forma como o pai conduzia os negócios e se relacionava com as pessoas.

— Às vezes a gente não entende algumas escolhas dos nossos pais quando é mais novo, mas depois percebe e agradece a visão que eles tiveram. Eles sempre quiseram inserir na minha vida o compromisso, a responsabilidade e o valor das coisas, do dinheiro e do trabalho — afirma.

O início precoce, segundo Maico, foi parte de uma preparação que só seria compreendida anos depois.

— Não era uma necessidade financeira eu começar a trabalhar, mas eles entenderam que seria importante para minha formação. Comecei fazendo serviços de office-boy, organizando arquivos e aprendendo aos poucos como funcionava a empresa. Hoje vejo que tudo foi muito bem pensado e planejado. Esse começo me deu maturidade — aponta.

Com o passar dos anos, Maico ampliou sua atuação dentro da JFM, passou pelos setores de despachante e seguros, cursou Ciências Contábeis e se aproximou cada vez mais da gestão da empresa. Após o falecimento de Plínio, em 2020, aos 78 anos, Maico assumiu a gestão da empresa seguindo os ensinamentos do processo de sucessão, que vinha acontecendo ao longo do tempo.

— Ele foi me preparando da maneira correta, fazendo com que eu superasse o enorme desafio que sempre achei que seria de administrar a empresa.

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