Home Destaque “Antes de nascer, ela já era amor”, declara mãe que recorreu a fertilização in vitro para tornar o sonho realidade

“Antes de nascer, ela já era amor”, declara mãe que recorreu a fertilização in vitro para tornar o sonho realidade

Há dois anos, a empresária Francine Muraro deu à luz a pequena Joana Muraro Vasconcellos
Francine brinca com a filha Joana Muraro Vasconcellos, de 2 anos (Foto: Karine Bergozza)

Alcançar a tão sonhada estabilidade financeira e profissional, viajar o mundo e conhecer diversas culturas, ter uma casa própria, casar… Estas são apenas algumas das aspirações mencionadas por mulheres que decidiram adiar o sonho de ser mãe para depois dos 40 anos. Os números evidenciam que essa escolha deixou de ser exceção.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, entre 2010 e 2022, o número de nascimentos de filhos de gestantes em idade materna avançada, isto é, após os 35 anos, cresceu 65,7%, passando de 64 mil para 106 mil. A quantidade de nascimentos para mulheres entre 30 e 39 anos também subiu 19,7% no mesmo período.

Em Flores da Cunha não é diferente, ter optado pela gestação em idade materna avançada e apostado na fertilização in vitro (FIV) para conseguir tornar real o sonho de ser mãe são características que unem as florenses Janine Curra e Francine Muraro.

Francine acredita que, com o passar dos anos, as mulheres perceberão a necessidade de voltar a ter filhos mais cedo e de priorizar mais essa conquista em suas vidas.

— Toda a história é meio cíclica e chegamos neste ponto de que primeiro vem a profissão e depois tentamos ter uma criança. Se dá certo, dá, senão, tudo bem! Só que estamos vendo que não é tudo bem, que não é tão fácil, e que, mesmo tendo clínicas de fertilizações, esse tipo de facilidade não é garantido — opina Francine.

A empresária ressalta que muito se fala em congelamento de óvulos, mas que é muito difícil ter uma gestação a partir deles, que a viabilidade é muito maior quando se tem um embrião.

— Acho que muitas mulheres estão se frustrando por acreditar que tinham um recurso e, no fim, às vezes não funciona — atenta.

O aumento do número de gestantes em idade materna avançada alerta para o desafio atual de equilibrar o desejo feminino de “estar pronta” com a consciência de que é inevitável não levar em consideração o tempo biológico da mulher. Por isso, é importante a realização de exames pré-gestacionais cada vez mais cedo, para que as futuras mães possam se conhecer e tomar a decisão da maternidade com mais tranquilidade e liberdade.

“Começamos a tentar e eu não engravidava”

A empresária Francine Muraro, 44 anos, decidiu que o momento certo para ter um filho havia chegado quando ela tinha 38 anos, muitos carimbos no passaporte e estabilidade profissional.

— Nós (Francine e o marido, Alex Vasconcellos, 45 anos) tínhamos uma vida muito boa, viajávamos bastante, e eu pensava: “Se eu quiser ter filhos, minhas irmãs tiveram com 39, então eu acho que vou ter também, acho que vai ser tudo tranquilo”.

Esse pensamento fez com que Francine fosse adiando o sonho de ser mãe até a pandemia de Covid-19, quando o casal chegou à conclusão de que realmente era hora de transformá-lo em realidade.

— Começamos a tentar e eu não engravidava. Fui ver e descobri que tinha endometriose. Então, a minha ginecologista sugeriu que fôssemos direto para a FIV.

Aos 40 anos, a empresária resolveu arriscar e realizou o tratamento. Ela conta que, a partir de quando colocou os pés na clínica, o desejo de ser mãe ia falando cada vez mais alto.

— Tu quer que dê certo porque é muito investimento e são muitas perdas durante o processo, perdas que te afetam financeiramente, emocionalmente e fisicamente, principalmente para mulher. É difícil, muitas mulheres tentam esse processo e não conseguem.

Francine conta que o marido e ela embarcaram juntos nesse sonho, que envolveu muitas decisões até conseguir um embrião viável, que hoje é a sua pequena Joana Muraro Vasconcellos, de 2 anos.

— Lembro que nós ficávamos na mesa, no café da manhã, discutindo: “vamos ou não vamos fazer?”. A gente chorava. Ele (Alex) realmente embarcou junto. E hoje dizemos que, antes de a Joana nascer, ela já era amor.

“Muda tudo”

Com o auxílio de uma doula, Francine teve Joana de parto vaginal aos 42 anos. Ao olhar para trás, ela sente-se muito grata por tudo ter dado certo e acredita que Joana seja um “presentinho” em sua vida.

— Aprendemos muito com os filhos a sermos pessoas melhores, menos egoístas. É outra visão, é outro propósito. Eu teria sido mãe antes se eu soubesse que era assim.

Se pudesse deixar um conselho para as mães que optam por engravidar após os 40 anos, a empresária diria:

— Se realmente sabem que querem, não deixem para depois, porque pode ser bem difícil. Penso que o que é nosso está guardado, mas que temos que trabalhar a favor para que isso aconteça.

A florense deixa claro que “não precisa ter filhos para ser feliz”, mas enfatiza como eles transformam positivamente a vida dos pais:

– Até que não temos filho, não temos noção da dimensão do amor que a gente vai sentir e achamos que isso não faz falta e, realmente, não faz. Mas depois que tu tens, muda tudo!

Leia Mais

Compartilhe:

Mais Notícias

Outras notícias:

plugins premium WordPress
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?

Entrar na sua conta