Home Destaque O Florense é homenageado pelos 40 anos de história em Nova Pádua

O Florense é homenageado pelos 40 anos de história em Nova Pádua

Câmara destacou a presença do jornal no município e as lembranças construídas ao longo das quatro décadas
No decorrer dos anos, o jornal passou a fazer parte de momentos que ficaram registrados na memória dos leitores (Foto: Nadine Dilkin)

Quem guarda uma edição antiga de jornal geralmente tem um motivo. Pode ser uma notícia importante, uma fotografia, um casamento ou simplesmente uma página que marcou determinado momento. Na noite desta segunda-feira (5), durante a homenagem aos 40 anos de O Florense na Câmara de Vereadores de Nova Pádua, algumas dessas lembranças apareceram na tribuna.

A homenagem foi proposta pela vereadora Giseli Boldrin Rossi (PP), que destacou a relação construída pelo jornal com a comunidade paduense ao longo das últimas quatro décadas.

— É uma honra muito grande estar aqui nessa noite contando a história de quem por 40 anos conta a nossa história — iniciou Giseli.

A vereadora citou a preservação da história como uma das funções do jornal e lembrou que acontecimentos pessoais também acabam registrados.

— A história que está contada e registrada é base de quem nós somos e quem seremos no futuro. Sem a preservação da história, o povo perde a sua identidade. A história de Nova Pádua só tem um lugar onde está registrada semanalmente, que é no jornal O Florense.

Em seguida, contou uma lembrança pessoal.

— Tenho guardado junto com meu álbum de fotos a publicação do meu casamento. Muitas pessoas têm guardado um recorte do jornal que conta sua própria história — relatou.

— Mesmo o jornal se chamando O Florense, nunca deixou de lado o nosso Pequeno Paraíso Italiano. A comunidade que não teve nenhum jornal, não teve sua história registrada — completou.

Jornal de trás para frente

O prefeito Itamar Bernardi Kiko também discursou durante a homenagem.

— É uma homenagem que revela a vontade do povo paduense de se manifestar, que nos auxilia, nos alegra e nos traz a notícia há 40 anos. É muito importante para a nossa sociedade que tenhamos um veículo de comunicação que atende a população paduense — afirmou.

Kiko também ressaltou o compromisso ético do jornalismo e, depois, trouxe uma lembrança que tem menos a ver com política ou administração pública e mais com o próprio hábito de leitura.

— Eu sempre fui apaixonado por futebol e criei o hábito de folhear o jornal de trás para frente, porque o esporte está nas últimas páginas. E isso perdura até os dias de hoje — revelou.

Da máquina de escrever às redes sociais

O diretor de O Florense, Carlos Paviani, lembrou que a forma de fazer jornal mudou desde o início da publicação, mas a responsabilidade com a informação permanece.

— A gente sabe que tem uma responsabilidade diferente das redes sociais, onde se publica tudo e ninguém diz nada. Nós temos a responsabilidade de que aquilo que está escrito no jornal seja verdade — afirmou.

Paviani também resumiu parte dessa transformação.

— No passado, o jornal era uma máquina de escrever, a cabeça da gente e uma máquina fotográfica — lembrou.

Para ele, o trabalho jornalístico envolve também a escolha daquilo que merece espaço nas páginas.

— Nós, jornalistas somos aqueles que decidem, bem ou mal, o que estará nas páginas impressas, e buscamos fazer isso dentro de alguns princípios fundamentais, que é aquilo que é mais importante, que interessa ao coletivo — concluiu.

 

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