Entre os cinco candidatos mais votados para deputado federal pelo Rio Grande do Sul, apenas um não buscava a reeleição. O vereador de Erechim Rony Gabriel (Podemos) fez 223.643 votos e terminou em quarto lugar. A ascensão também apareceu em Flores da Cunha, onde foi o terceiro mais votado, com 866 votos, atrás apenas de Maurício Marcon (PL), com 8.172, e Carlos Gomes (Republicanos), com 901.
Aos 32 anos, Rony será o mais jovem na nova bancada gaúcha na Câmara dos Deputados. Na Terra do Galo, Rony contou com o apoio de Kauan Almeida, que foi candidato a vereador pelo Republicanos em 2024 e atualmente está filiado ao PL. O deputado eleito atribuiu parte do resultado ao engajamento espontâneo de apoiadores.
— Eu estive bastante em Flores da Cunha. Fui várias vezes, tenho muita gente que me apoia, tanto pelas redes sociais quanto presencialmente —, afirmou Rony ao avaliar os 866 votos recebidos no município.
O vereador de Erechim acredita que o resultado está relacionado ao perfil político da cidade.
— Flores da Cunha, historicamente, é uma cidade de direita, é uma cidade de gente trabalhadora, que defende as mesmas pautas que nós defendemos — declarou.
A forte presença de Marcon na cidade torna a votação de Rony ainda mais significativa. O deputado reeleito pelo PL mais que dobrou sua votação em Flores em relação a 2022 e concentrou 8.172 dos 19.496 votos válidos. Ainda assim, Rony terminou em terceiro, a apenas 35 votos de Carlos Gomes, deputado reeleito e com relação política mais antiga com a região.
Da internet para Brasília
Vereador em Erechim, Rony Gabriel ganhou projeção principalmente pela atuação nas redes sociais. Seu perfil no Instagram ultrapassa 2,1 milhões de seguidores, e ele aparece com frequência em rankings de influência entre políticos de direita no país.
Ele destaca essa combinação entre a presença digital e o contato presencial durante a campanha.
— Tenho certeza que o resultado veio não só de políticos, mas de pessoas comuns da sociedade que entenderam a importância do trabalho que a gente vem fazendo — afirmou.
Para o primeiro mandato, Rony aponta entre as prioridades temas ligados ao Rio Grande do Sul, como a renegociação da dívida do Estado, a securitização do agronegócio e o fundo Sul-Sudeste.
— O Rio Grande do Sul vai ter que voltar a pagar uma dívida agora e nós, deputados, precisamos estar muito atentos para fazer com que isso avance da melhor forma e que não venha dificultar a vida do nosso povo, mas, pelo contrário, facilitar e fazer o Estado avançar cada vez mais — disse.
Politicamente, Rony se define como um deputado de direita, conservador e bolsonarista. Ele ganhou projeção no início do ano ao denunciar ter recebido uma proposta milionária do Banco Master para defender a instituição e difamar o Banco Central.

