Enquanto muitos pais acompanham a vida escolar dos filhos apenas nas reuniões, outros ajudam a construir o dia a dia das escolas. Em Flores da Cunha, é fácil perceber a diferença que o voluntariado dos Círculos de Pais e Mestres (CPMs) faz para os educandários. São histórias de quem dedica tempo, trabalho e conhecimento para ajudar a construir um ambiente melhor para os filhos.
Por meio dos CPMs, esses voluntários colaboram na organização de eventos, na melhoria da estrutura física e em projetos que beneficiam toda a comunidade escolar. Ao fazer isso, ensinam uma lição que dificilmente cabe em um livro: a de que educar também significa participar, servir de exemplo e caminhar ao lado dos filhos.
Este é o caso do empresário Joel Massoni, 54, que atua desde 2015 no CPM da Escola São José. O desejo de se envolver na rotina escolar começou assim que o primogênito, Lucas, ingressou na instituição. Uma década depois, aos 18 anos, o mais velho já cursa Engenharia Mecânica na UCS, mas Massoni segue firme com o CPM por conta da caçula Luíza, 11, que está no 6º ano.
— É muito importante! Vemos uma grande mudança de quando entramos para agora. Tem muita gente que participa e os alunos dão muito valor, gostam e se sentem acolhidos — relata Joel, ao observar maior engajamento dos pais com o passar dos anos.
O empresário fala com base na experiência, sobretudo com a filha, que não abre mão da participação dos pais na escola.
— Ela quer que a gente continue. Não pode nem falar em sair para deixar pessoas novas — brinca, citando também a dedicação da esposa, a empresária Leda Baggio Massoni, 47.

(Foto: Karine Bergozza)
“Direcioná-los para coisas boas”
O pai confessa que já pensou várias vezes em “passar o cargo”, mas, pela filha e pela entrada de pais novos, com novas ideias, acaba permanecendo.
— Quando entram pessoas novas, elas estão muito motivadas e querendo participar. Por isso, agora a gente está mais no apoio do que quando recém tínhamos entrado — compara.
Além da escola, pai e filha mantêm um vínculo mais próximo por meio de atividades como natação, andar de bicicleta e jogar xadrez.
— É importante conseguir fazer alguma coisa junto — aconselha.
Massoni também se orgulha de ver os filhos seguindo o seu exemplo de voluntariado. Luíza já faz parte do Rotary Kids.
— Ela tem esse pensamento “do bem”, de compartilhar, de ajudar, e a gente incentiva isso nos nossos filhos para que tenham caminhos bons. Que possamos direcioná-los para coisas boas!

