Muito mais do que incentivar o aprendizado em sala de aula, as lições da Escola Municipal São José, em Flores da Cunha, conectam alunos e famílias transformando o dia a dia da comunidade escolar. Este envolvimento é visto como um dos principais fatores para a premiação no Alfabetiza Tchê, quando a escola apareceu entre as 200 que mais evoluíram no Rio Grande do Sul.
— Nós temos um pertencimento das famílias muito grande com a escola. Toda vez que a gente chama, os pais vêm. Quando não chamamos, eles nos procuram para saber como é que está o desenvolvimento do filho — exalta a diretora Carmeline Zorzi.
Lançado em 2022, o Alfabetiza Tchê é o programa estadual que visa a alfabetização de todas as crianças gaúchas na idade certa. A avaliação diagnóstica é aplicada anualmente com os estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental. Desta forma, o resultado anunciado na semana passada é referente a prova que foi aplicada em 2024, respondida pelos 50 alunos que hoje estão nas turmas 401 e 402.
A diretora Carmeline enfatiza que receber o prêmio Alfabetiza Tchê no ano em que a escola comemora 35 anos de municipalização tem um peso ainda maior.
— É importante frisar que no histórico da Escola São José sempre tivemos resultados positivos. Acredito que a palavra correta para definir o sentimento de ter recebido o prêmio é continuidade do nosso alicerce, de um trabalho coletivo junto com a comunidade escolar — destaca.
“Alfabetização é o início de tudo”
A coordenadora pedagógica, Bárbara Zulian, aponta a importância da honraria para o corpo docente da escola.
— Receber esse prêmio significa que os professores estão podendo ver que aquele trabalho que está sendo feito em sala está sendo recompensado. Acho que é um baita reconhecimento, já que a gente, enquanto escola, enquanto equipe, vê como muito forte e presente a contribuição dos nossos professores no dia a dia — exalta.
Bárbara defende que os professores estão sempre preocupados com a aprendizagem e as descobertas dos estudantes, que também ficaram muito felizes com a conquista.
— Eles estão preparados para continuar, porque a gente vê que a alfabetização é o início de tudo. É a partir dela que irão conquistar outras aprendizagens e conhecimentos.
A diretora Carmeline reforça a proximidade das famílias com a escola como um ponto estratégico do aprendizado.
— É importante para a escola entender o que acontece com o estudante em casa, porque o estudante não é só escola. Ele tem uma vida antes da escola e após a escola. Precisamos entender todo o processo para saber quais são as dificuldades de cada estudante — aponta.
“Vai todo mundo caminhar junto”
Ainda que o Alfabetiza Tchê avalie uma idade específica, a secretária-adjunta de Educação, Grazielle Dall Acua, frisa que a conquista é fruto de um trabalho que está sendo realizado há anos.
— A coordenação trabalha para alinhar as professoras do segundo com as do primeiro ano, para que consigam desenvolver essa questão de unidade e de pertencimento.Não vai ser uma turma que vai ficar para trás, vai todo mundo caminhar junto — aponta.
Pela conquista, a escola receberá um recurso para ser investido, porém este valor ainda não foi divulgado.
— Esse valor também não virá na íntegra. Virá uma porcentagem de 75% e a escola terá que atingir os indicadores na próxima avaliação para receber o resto.
Uma estratégia de incentivo para que os educandários evoluam ano após ano.

