A expectativa cresce para a 1ª Meia Maratona de Flores da Cunha, que será realizada durante as comemorações dos 102 anos da Terra do Galo, no próximo dia 16 de maio. As inscrições podem ser feitas no site da Trichip ou pelo telefone (54) 99939-5064.
A largada será às 7h30min, na Avenida 25 de Julho, em frente ao Sicredi. O evento contará com percursos de 5km, 10km e 21km, reunindo atletas de diferentes níveis em uma proposta que vai além da competição: valorizar as paisagens e a cultura do município.
A meia maratona, que está prestes a se transformar em realidade, começou de forma simples, durante treinos individuais pelas ladeiras da cidade. O idealizador Anderson Agostini percebeu, ao longo dos percursos, o potencial dos trajetos e decidiu transformar a experiência em algo coletivo.
— Correndo por Flores, comecei a perceber o quanto esses lugares são bonitos e o quanto as pessoas precisavam conhecer esses caminhos.
O evento começou a ser estruturado em 2025 e ganhou força ao ser integrado à programação de aniversário do município. A proposta visa incentivar o esporte e também o turismo local, com vinda de atletas de outros municípios.
A meia maratona, de 21 quilômetros, é o principal desafio. Contudo, o evento inclui percursos de 5km e 10km para agregar diferentes níveis de corredores.
— A ideia é que todo mundo possa participar, desde quem está começando até quem já compete. Não é só sobre desempenho, é sobre viver a experiência — ressalta Agostini.
O trajeto prioriza pontos emblemáticos do município, como a Vinícola Luiz Argenta, o Eremitério Frei Salvador e o Castelo da Família Castellan. A estrutura do evento contará com seis pontos de hidratação ao longo do percurso, incluindo isotônicos.
Na chegada, os atletas terão frutas para reposição, além de suporte médico com ambulância e acompanhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) durante todo o trajeto. Os primeiros colocados serão premiados com vales-compra das lojas parceiras Francelândia, Gema e Pé e Pé.
A prova também terá um olhar especial para a gastronomia local. Cada atleta inscrito receberá um vale para degustar do Festival do Agnolini, que ocorrerá na Praça da Bandeira.
— A gente quer que o corredor venha, participe, mas também aproveite a cidade. A ideia é que ele leve essa experiência e já pense em voltar no próximo ano — completa o organizador Agostini.
O caminho até os 21km
No dia 16 de maio, quando os corredores largarem pelas ruas de Flores da Cunha, cada um levará consigo uma história. Uma delas será a de Rafael Cruz, que encontrou na corrida um novo caminho após lesões no futebol.
Cruz começou a correr há três anos, como um complemento físico. No entanto, duas cirurgias nos joelhos — uma em cada perna, incluindo ruptura do ligamento cruzado e problemas no menisco —, o levaram a se afastar dos gramados e a enxergar a corrida de outra forma.
A primeira prova foi em Lagoa Vermelha, ainda sem pretensão competitiva. A experiência despertou algo em Cruz e a corrida passou a fazer parte da rotina.
A evolução deixou de ser apenas física. Cruz destaca que a corrida também é mental e que o maior desafio aparece quando o corpo começa a cansar e a mente tenta convencer a parar. Essa construção se reflete para fora do esporte, na disciplina e na forma como Cruz lida com o dia a dia.
A corrida se tornou uma válvula de escape na rotina de trabalho, um momento de alívio depois do expediente, e a evolução nas distâncias ocorreu de forma gradual. Rafael já completou 21 quilômetros em outras provas, em Caxias do Sul e Farroupilha. Em 2024, concluiu a maratona de Florianópolis, após um ciclo com treinos longos que chegavam até 30 quilômetros.
Contudo, correr em casa tem um significado diferente. Especialmente para Cruz, que fundou o grupo Hard Corre justamente para unir e incentivar amantes do esporte.
— Já temos 20 participantes confirmados. O grupo já tem, no total, uns 100 participantes. Todos estão bem engajados e participamos de várias provas pela região. Mas, para esta prova em casa, sinto a energia do pessoal, todos bem animados — destaca.
Sobre o desafio, Cruz aponta que a altimetria da cidade exige preparação específica. Nos treinos, ele incluiu subidas e treinos progressivos para simular as condições da prova.
— O trecho mais desafiador deve ser o final do percurso, quando o desgaste físico já é maior e ainda há subidas. Tu já está cansado, passando dos 14, 15 quilômetros, e ainda enfrenta a altimetria — observa Cruz.
Para quem olha de fora e enxerga os 21 quilômetros como uma “missão impossível” para si, Cruz reforça que o começo é gradual. Ele aconselha que o ideal é começar com pequenas distâncias, alternando corrida e caminhada, com acompanhamento médico e, se possível, de profissionais.
— A corrida precisa ser leve e prazerosa, um momento bom, e não uma obrigação — reforça Cruz, em consonância com a proposta da 1ª Meia Maratona de Flores da Cunha, que promete reunir diferentes histórias pelas ruas florenses.

