Home Destaque “O hospital ainda não tem muita estrutura para criança”, opina mãe que teve sua filha em Caxias do Sul

“O hospital ainda não tem muita estrutura para criança”, opina mãe que teve sua filha em Caxias do Sul

A filha de Manoela Schiavenin, Beatriz Barbieri Schiavenin, nasceu no Hospital Unimed e, desde então, é acompanhada por uma médica que atende no município vizinho
Manoela com a filha Beatriz Barbieri Schiavenin, de 3 anos (Foto: Karine Bergozza)

Embora a Terra do Galo conte com outros profissionais em horários específicos e via convênios, Josianne Soustruznik Porto destaca-se como a principal referência em pediatria a transitar entre as redes privada e pública do município. O tempo de espera para agendar uma consulta de rotina com a médica chega a três meses, fato que tem levado muitos pais a procurarem especialistas em Caxias do Sul.

A autônoma Manoela Schiavenin, 38 anos, é uma delas. Ela conta que a filha Beatriz Barbieri Schiavenin, 3 anos, nasceu no Hospital Unimed e, desde então, é acompanhada pela médica Claudia Zen, que atende no município vizinho.

— Não é só a questão de pediatra, o hospital ainda não tem muita estrutura para criança, qualquer coisa um pouco mais grave vai para Caxias. Não só para criança, mas especialmente, porque não tem pediatra para atender. A Josi (Josianne Soustruznik Porto) não consegue dar conta de todo mundo.

Justamente por isso Manoela e o marido, Augusto Schiavenin, 36 anos, optaram por levar a filha em uma pediatra em Caxias, afinal se precisam de alguma coisa acabam se deslocando, de toda forma, para a cidade vizinha.

— Ela (Beatriz) acabou indo para o hospital aqui uma única vez, quando foi mais grave. Na ocasião a Josi estava por perto e deu suporte, porque o médico que estava de plantão não era pediatra e aí eles chamaram ela — lembra a mãe.

A empresária destaca que seria muito mais cômodo levar a filha em um médico que atendesse na Terra do Galo, principalmente nos primeiros meses de vida de Beatriz.

— No início era mais puxado, porque quando a criança nasce tem que fazer consulta com muita frequência, é todo mês, então todo mês tem que se deslocar para Caxias com o bebezinho. Era mais complexo, mas agora que ela tem mais idade é uma vez a cada seis meses, então fica mais tranquilo.

Por outro lado, ela reforça que alguns hábitos tornam seu dia a dia mais prático, como ter o contato de WhatsApp da médica para casos de emergência.

— Quando eu preciso eu chamo ela e 98% das vezes ela dá suporte. Aconteceu uma vez de ela estar viajando e dizer que era melhor levarmos no plantão porque ela não conseguiria retornar. Mas senão, ela sempre dá suporte pelo WhatsApp.

“A criança precisa disso”

Além da necessidade de mais profissionais, Manoela destaca a importância de ter uma ala pediátrica em Flores da Cunha, ela defende que o atendimento de crianças exige uma atenção extra.

— Aqui no hospital (Fátima) eles atendem crianças com todo amor e carinho, mas não é uma ala pediátrica, que é diferente. Tu vais para a ala pediátrica em Caxias, os profissionais têm um bichinho pendurado no jaleco, tem uma interação, é diferente. A criança precisa disso.

— Eu entendo que às vezes falta recurso para o hospital poder ampliar e eu já conversei com gente do hospital e eles falaram que tentam contratar pediatra e não tem. Não tem pediatra em Flores para eles contratarem.

Essa ausência de profissionais não é realidade apenas em solo florense, afinal, ao tentar agendar uma consulta com pediatras de Caxias do Sul a empresária percebeu que diversos profissionais estão com agenda lotada e o tempo de espera é para dois ou três meses. Os encaixes, por sua vez, são exceções.

— Toda vez que eu vou lá fazer consulta, eu já deixo a próxima marcada, que é para dali a seis meses — conclui Manoela.

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