A história do Casa Nostra está intimamente ligada a do Banana Pink, que neste ano de 2026 celebra bodas de prata (25 anos) em solo florense. O fundador e sócio-proprietário do empreendimento Sérgio Longhi, 55 anos, veio para a Terra do Galo aos 16 anos para ajudar o irmão Flademir a trabalhar no Bar Natal. Depois, foi sócio no Centrão Lanches e no próprio Casa Nostra.
Foi na mudança do Casa Nostra para o endereço atual que os irmãos conversaram. Na época, eles também haviam aberto o Café Bar, na esquina da Rua Borges de Medeiros com a Dr. Montaury.
— Resolvemos cada um seguir um caminho, eu e o Flade. Eu fiquei com o Café Bar e ele ficou com o Casa Nostra. Eu segui por mais dois anos com o Café Bar, depois vendi e montei o Banana Pink — conta Sérgio.
A mudança de nome e endereço ocorreu devido ao pouco movimento e seu desejo de abrir uma hamburgueria.
— Os meus dois pilares, na época, foram o Darci Grazziotin, que me deu toda a confiança, me alugou este terreno e me ajudou na construção; e o Adilo Gelain que, na palavra, garantiu para o Darci que eu era “gente boa” — conta Sérgio.
Localizado na Avenida 25 de Julho, 1.851, o Banana Pink abriu suas portas em 1999. Desde o início, o estabelecimento foi um sucesso e, dois anos depois, Sílvio Longhi, 49 anos, se juntou ao irmão Sérgio como sócio-proprietário.
— Eu já trabalhava com meus irmãos antes. Foram 10 anos com eles, depois sete como cabeleireiro e, então, voltei com o Sérgio. Foi aí que fizemos a reforma do Banana e começamos com os shows — recorda Sílvio.
Os shows acústicos com bandas de diversos gêneros musicais tornaram-se a marca do Banana Pink e, por 15 anos, reuniram boa parte dos florenses e moradores de cidades vizinhas nas sextas-feiras à noite.
— O incidente com a Boate Kiss (em 2013) foi determinante para pararmos de fazer os shows. A partir daquele momento surgiram novas normas e a gente partiu mais para o lado da gastronomia — lembra o sócio Sílvio.
E o nome?
É difícil encontrar um frequentador do Banana Pink que, em algum momento, não tenha se questionado o porquê deste nome.
— Um dia nós fomos jantar em Brasília e lembro que tinha uma favela antes de chegar lá, do lado direito, e uma placa luminosa que estava escrito Banana Cor-de-Rosa. Isso me marcou e pensei em colocar o mesmo nome no restaurante — revela o fundador Sérgio.
— Na volta da viagem, conversei com o Bacana (Ricardo Vignatti) da agência Positiva, e ele disse para colocarmos Banana Pink que ficava melhor. Foi ele que desenvolveu toda a arte e, assim, nasceu o Banana Pink.
Outra curiosidade do estabelecimento são os inúmeros guarda-chuvas que ornamentam o local.
— A decoração do Banana, vem por parte da Elir (irmã) que viajou para a Itália e fez uma foto dos guarda-chuvas e aí nós copiamos. Hoje, praticamente todo o dia alguém bate foto dos guarda-chuvas — conta Sílvio, orgulhoso.
“Gosto de trabalhar aqui”

Jucimara Barros (Foto: Karine Bergozza)
Uma das funcionárias mais antigas do Banana Pink, a auxiliar de cozinha Jucimara Barros, 31 anos, conta que o local é o seu primeiro emprego.
— Foi meu primeiro e único emprego. Vim do interior morar em Flores da Cunha e eu comecei a trabalhar aqui. Desde então, nunca trabalhei em outro lugar. Gosto de trabalhar aqui. Os patrões são muito bons e estão sempre ajudando a gente. São sempre prestativos, e como eles mesmos dizem: “Aqui, é uma família” — destaca Jucimara, que trabalha na parte da montagem e embalagem dos lanches.

Juscelia Longhi (Foto: Acervo pessoal/ Divulgação)
“Me ensinaram a encantar e cuidar”
A “prima-irmã” de Sérgio, Juscelia Longhi, 46 anos, foi a primeira pessoa que começou a trabalhar com ele na parte do caixa do Banana Pink.
— Sou muito grata por tudo que vivi ao lado deles (Sérgio e Sílvio). Quando vim do interior e comecei a trabalhar, não foi só um trabalho, foi aprendizado, crescimento e carinho. Vocês me ensinaram muito mais do que atender bem, me ensinaram a encantar, a cuidar e a valorizar cada pessoa. Levo tudo isso comigo com muito amor. Vocês fazem parte da minha história de um jeito muito especial!

