O vereador Valdecir Paulus (MDB) questionou a falta de monitores para estudantes com necessidades especiais em Flores da Cunha. Procurada pela reportagem, a Prefeitura relatou percalços na contratação de uma nova prestadora, mas garantiu que etapas já estão vencidas e em abril as novas profissionais já estarão alocadas nas escolas.
— Recebi vários relatos que faltam monitores. Os professores estão tendo que cuidar de toda turma, de 25 ou 30 alunos, e mais destas crianças com alguma necessidade — declarou Paulus durante a sessão de segunda-feira (23).
O emedebista relatou que se informou com a Administração, que lhe relatou o problema na mudança da empresa.
— Sabia que o contrato estava terminando, por que esperaram acabar? Tem situações que dá para evitar. Estas crianças precisam deste atendimento — salientou o vereador Paulus.
Força-tarefa e nova equipe em abril
Questionada sobre a falta de monitores, a Secretaria Municipal de Educação se manifestou por meio de nota. Confira o comunicado na íntegra:
“A Prefeitura de Flores da Cunha esclarece que o contrato vigente para disponibilização de profissionais de apoio para estudantes com necessidades especiais foi encerrado no dia 6 de março. A nova empresa assumiria o serviço a partir do dia 9 de março, porém acabou desistindo do contrato antes mesmo do início das atividades.
Na sequência, foram convocadas as demais empresas participantes do processo licitatório, mas nenhuma apresentou a documentação necessária para a contratação. Diante disso, o município realizou um processo de contratação emergencial, a fim de restabelecer o atendimento o mais breve possível. O contrato com a nova empresa já foi assinado, e a Prefeitura está em contato para o início das contratações e a organização das equipes. A previsão é de que, na primeira quinzena de abril, todos os profissionais estejam devidamente alocados nas escolas.
Durante esse período de transição, a Secretaria de Educação organizou uma força-tarefa, com o apoio das equipes diretivas, professores, famílias e também do Teamar. Foram realizadas reuniões de alinhamento e adotado, de forma temporária, um regime suplementar de trabalho dos professores, buscando assegurar o suporte necessário aos estudantes, dentro das possibilidades”.

