Home Destaque Como é fazer parte dos 60 anos da Fecouva?

Como é fazer parte dos 60 anos da Fecouva?

Moradores de Otávio Rocha compartilham suas histórias de envolvimento com a festa
Arte: Tatiana Ferrarini Fontana

Sob o tema “Vitrais da nossa história”, a 15ª Fecouva e 5ª Festa do Moranguinho promete ser muito especial. A edição que inicia nesta sexta-feira (20)  celebrará seis décadas da primeira festa e da construção da Igreja Matriz São Marcos, a primeira em estilo moderno do interior do Rio Grande do Sul. As festividades alusivas ao marco vão unir religiosidade e história, importantes pilares da imigração italiana.

Para saber qual é o sentimento dos moradores de Otávio Rocha em participar desta história que completa 60 anos, a reportagem de O Florensense ouviu alguns relatos, confira.

“Eu gosto de morar aqui (Otávio Rocha), gosto de ajudar a comunidade, tudo que eu posso, eu faço. Depois que assumi (a linha de frente) na 1ª Festa do Moranguinho eu abracei mesmo, teve muitas outras coisas pela frente que eu participei, fiz de tudo pela comunidade. (Participar desses) 60 anos para mim é ter orgulho de Otávio Rocha. Muitas pessoas não dão valor para isso, só criticam, mas tem que participar, ajudar a comunidade a crescer e enfrentar os seus obstáculos. Quando as pessoas falam alguma coisa, não podemos abaixar a cabeça, temos que levantar, passar por cima e enfrentar”.

Ermelinda Galiotto Dani, 65 anos, agricultora.

“Apesar do trabalho que dá eu me sinto orgulhoso de ter participado dessa história, de ter ajudado a dar prosseguimento a quem começou, há 60 anos atrás, e ter colaborado, ter sido útil para a comunidade. Para mim, saber que depois, no final, dá tudo certo, não tem dinheiro que pague e eu me sinto bem em poder ser útil à comunidade. Faz três festas seguidas que sou vice-presidente responsável pela alimentação do salão e eu me sinto bem, faço amigos, brinco, passo o tempo. Sempre vou seguir, até que eu conseguir estarei ajudando. (Também) estou procurando encaminhar meus filhos (Greici e Jardel) para que façam a mesma coisa, sejam úteis na comunidade”.

Izaia José Galiotto, 63 anos, agricultor.

Eu acho que (participar dos 60 anos da Fecouva) é um momento muito gratificante porque envolve toda a família, todas as gerações que já passaram aqui pela nossa região. Eu, por exemplo, sou a quarta geração na minha propriedade, então todos os meus antepassados também trabalharam com uva. Eu acho que isso é bem interessante, bem gratificante. Acho que essa cultura (uva) é a mais valorizada e divulgada na nossa região. Tem muito desenvolvimento em cima disso e as famílias de imigrantes italianos trouxeram muito forte esse cultivo das uvas, que hoje segue de geração em geração”.

Lucas Antonio Molon, 30 anos, agrônomo, sommelier e vitivinicultor.

“Passa tão rápido que não parece que já são 60 anos. Eu sempre lembro de estar participando, de sempre estar envolvida de alguma forma ou de outra. Neste ano sou responsável pela parte contábil da Associação dos Amigos (de Otávio Rocha) que é a mãe e o pai da festa, quem organiza. É importante lembrar que esse é um trabalho voluntário e a gente vai batalhando, sempre na melhor das intenções e querendo ajudar a comunidade a fazer esses eventos que engrandecem o nosso distrito, que valorizam o produtor rural e todo o trabalho dessas pessoas que estão sempre envolvidas e dedicadas na sua produção anual”.

Deise Dani, 38 anos, contadora e agricultora.

Ermelinda Galiotto Dani (Foto Acervo Pessoal, Divulgação)
Izaia José Galiotto (Foto: Karine Bergozza)
Lucas Antonio Molon (Foto: Karine Bergozza)
Deise Dani (Foto: Karine Bergozza)

Leia Mais

Compartilhe:

Mais Notícias

Outras notícias:

plugins premium WordPress
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?

Entrar na sua conta