Transformar uma ideia em negócio nem sempre é fácil, mas o apoio certo pode fazer toda a diferença. Em Flores da Cunha, empreendedores que começaram com projetos próprios encontraram orientação e acompanhamento na Sala do Empreendedor, que foram decisivos para dar os primeiros passos, superar desafios iniciais e consolidar empresas que hoje seguem crescendo no município.
Diretor da Verditech Energia, Fabiano Verdi está entre os empreendedores que encontraram no atendimento oferecido pela Prefeitura o suporte para transformar uma ideia em negócio.
“Sem apoio, é difícil começar”
— Todo o nosso negócio iniciou através da Sala do Empreendedor. Foi ali que eu abri o MEI e dei os primeiros passos. Sempre que eu tinha alguma dúvida, entrava em contato com a Prefeitura, e eles me passavam as informações — detalha o empreendedor.
O início foi marcado por incertezas e pela necessidade de aprender rapidamente a lidar com exigências que vão além do trabalho em si.
— Muitos desafios surgem no início do negócio. A gente precisou aprender a lidar com as informações que recebíamos. É preciso saber como trabalhar de forma correta, dentro dos padrões que precisamos atender, relacionados a impostos, ao MEI, a esse peso burocrático de pagamentos e emissão de notas fiscais. Quando a gente abre um negócio, não sabe exatamente por onde começar, e a Sala do Empreendedor foi quem nos auxiliou.
Para Verdi, o diferencial do serviço está na orientação acessível, oferecida por profissionais que conhecem a realidade de quem empreende.
— Eu vejo a Sala do Empreendedor como algo muito positivo. A ajuda que nos dão para começar o negócio é fundamental. A partir do momento que não tem esse apoio, tu não sabes por onde começar, tudo se torna mais difícil e, automaticamente, o negócio também se torna mais difícil. Tudo facilitou por termos, dentro da Prefeitura, a atenção de profissionais que entendem do mundo dos negócios — avalia.
À frente da Verditech, Verdi trabalha em um ramo que muda o tempo todo, exigindo adaptação e decisões rápidas.
— O mercado da Verditech é bem desafiador. A gente veio de um ano muito difícil, com mudanças nas regras da concessionária, e o nosso trabalho hoje é brigar pelo cliente. Atualmente, nós damos assistência técnica para sistemas de painéis solares já instalados no mercado, por empresas que muitas vezes ingressaram no setor e não conseguiram completar a missão, deixando alguns clientes desassistidos — ressalta o diretor.
Mesmo diante das dificuldades, a busca por evolução e inovação faz parte da rotina da empresa.
— Tivemos alguns avanços no setor, então a gente vem sempre buscando melhorias, uma tecnologia diferente e tentando entregar para o cliente o melhor que a gente tem.
Ao olhar para a própria trajetória, Verdi resume o aprendizado e deixa um conselho para quem pretende empreender no mesmo segmento.
— Um conselho é ter a mente muito aberta para entender a constante mudança do mercado. A gente precisa sempre cumprir as normas de segurança no setor de energias renováveis, aliando tecnologia e segurança nas instalações dos painéis. Para além dessas questões técnicas, obviamente é preciso fazer com amor. Terão desafios e empecilhos, mas é importante ter foco. Esse é o caminho — finaliza o diretor da Verditech Energia.

