Dois veículos foram guinchado em três dias por estacionarem de forma irregular em vagas destinadas à carga e descarga na Rua Severo Ravizzoni, em Flores da Cunha. A situação de remoção é incomum, mas, de acordo com moradores, o desrespeito é recorrente. Extraoficialmente, os guardas civis municipais confirmam que denúncias sobre este tipo de infração são frequentes em diversos pontos do município e consomem horas da atuação policial. Apesar dos relatos, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Transportes e Mobilidade informa que, oficialmente, foram registradas somente 11 remoções desse tipo nos últimos 12 meses.
Conforme a pasta, a atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) nesses casos prioriza a orientação e a organização do fluxo viário. Quando acionada, a equipe se desloca até o local e, caso haja contato do proprietário no cadastro, tenta comunicação para que o veículo seja retirado. Não havendo retorno, os agentes aguardam por um período. Persistindo a irregularidade, é solicitado o serviço de guincho para remoção.
O incômodo é que este tipo de atendimento obriga os guardas municipais a ficarem horas parados esperando uma resolução — o que impede outras ações, como o patrulhamento preventivo em escolas. Foi o que ocorreu no final da manhã do dia 20 de março nas vagas da Rua Severo Ravizzoni, quase esquina com a Rua Borges de Medeiros.
O desrespeito a estas vagas de carga e descarga são frequentes, segundo relato de um morador que prefere não ser identificado. Ele afirma que recorrentemente presencia veículos ocupando as vagas destinadas aos caminhões, o que gera transtornos tanto para quem precisa acessar garagens quanto para os motoristas responsáveis por cargas e descargas.
— Um exemplo foi quando eu estava voltando para casa (no dia 18 de março) por volta da uma hora da tarde e havia um caminhão bloqueando minha garagem. Como não tinha espaço à frente, ele precisou recuar para me dar passagem. Pouco depois, o guincho chegou ao local — relata.
O registro em vídeo dessa ocorrência pode ser conferido nas redes sociais do jornal O Florense, clicando neste link. Em outro episódio, segundo o morador, a irregularidade envolvia mais de um veículo.
— Já aconteceu até de três carros ocuparem a vaga de carga e descarga ao mesmo tempo. Os caminhões chegam para descarregar e começam a buzinar porque os carros não saem. Vira uma confusão. Quem está trabalhando acaba sendo prejudicado por quem não respeita a sinalização. Falta mais consciência — afirma.
No local, na Rua Severo Ravizzoni, há uma placa que orienta sobre a restrição das vagas para cargas e descargas. Após os guinchos dos dias 18 e 20 de março, a pintura em amarelo no meio-fio foi reforçada.

