Home Destaque “Sempre buscando o melhor para o nosso agricultor”, defende presidente reeleito do STR de Flores da Cunha e Nova Pádua

“Sempre buscando o melhor para o nosso agricultor”, defende presidente reeleito do STR de Flores da Cunha e Nova Pádua

O agricultor e empresário Ricardo Pagno presidirá a entidade pela gestão 2026-2030. A posse será neste sábado (24) no Salão Paroquial de Nova Pádua
Uma das metas do presidente reeleito é trazer os jovens para o STR (Foto: Karine Bergozza)

Aos 53 anos, o agricultor e empresário Ricardo Pagno foi reeleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares (STR) de Flores da Cunha e Nova Pádua para a gestão 2026-2030. A eleição ocorreu nos dias 30 e 31 de agosto.

Nos dois municípios a entidade reúne 3,8 mil associados, destes 1.906 estavam aptos a votar, mas apenas 658 exerceram seu direito. Pagno recebeu 622 votos, obtendo 94% dos válidos, os demais foram brancos e nulos.

A posse da nova diretoria, que seguirá tendo como vice a agricultora Diana Rossi, está marcada para este sábado (24), às 10h30min, no Salão Paroquial de Nova Pádua. Acompanhe a entrevista com o presidente.

O Florense: Quais foram as principais ações desenvolvidas nesses quatro anos à frente do STR?
Ricardo Pagno: A gente ampliou o departamento jurídico, hoje temos mais um advogado e mais um dia de atendimento. Conseguimos implementar a assessoria ambiental, na qual todo o associado pode buscar informações e encaminhar licenciamentos com uma engenheira agrônoma, e isso tudo é praticamente gratuito para o associado.
Começamos a assessoria técnica. Nós temos uma outra engenheira agrônoma que também presta atendimento nas orientações sobre manejo, pulverização e tratamentos.
Além disso, criamos, há dois anos, o grupo das mulheres do sindicato. Iniciou com 12, mas hoje já está próximo de 30. Elas se reúnem, em média, uma vez por mês, no auditório do sindicato, e tratam de diversos assuntos, sempre pensando em uma melhor qualidade de vida para elas e em agregar para os seus produtos. Está um trabalho bem legal. O retorno está sendo bem gratificante!

Atualmente, quais são os serviços que a entidade oferece ao agricultor?
Fazemos os projetos para encaminhar financiamento, que os bancos exigem; o ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural), o Cadastro Vitícola e o CAEPF (Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física), que são cadastros que o agricultor precisa.
Realizamos o encaminhamento de aposentadorias e fazemos resumo dos talões, que agora esse setor está entre talões e nota eletrônica, fazendo essa migração. Então tem essa assessoria, e mais a assessoria jurídica.
Durante o ano, a estrutura também é bastante usada. Em parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), vão ocorrer em torno de 12 cursos práticos gratuitos este ano. São cursos diversificados, de dois e três dias, para levar aperfeiçoamento ao nosso agricultor.
Ainda temos outros benefícios. O produtor pode ter plano de saúde com valor diferenciado. E temos o auxílio-funeral, um valor que o sindicato consegue para os familiares para ajudar nas despesas do funeral.
É importante falar que qualquer associado, seja ele de Flores da Cunha ou Nova Pádua, tem atendimento com os mesmos serviços.

De que forma acredita que o STR faça a diferença no dia a dia do produtor rural?
A principal função do sindicato é representar o agricultor nas suas demandas, nas suas necessidades, sejam elas em âmbito federal, estadual ou municipal. E a entidade de Flores é referência na busca de defesa dessas demandas. Por exemplo, o sindicato (na pessoa do próprio Pagno) é coordenador da Comissão Interestadual da Uva, então, na maioria das vezes que se vai para Brasília, a gente acaba integrando a comitiva.
Também acredito que várias conquistas se conseguiram por intermédio do sindicato. Dá para citar a Aposentadoria Rural e o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). E só se conseguiu isso por causa da representatividade. O sindicato, por meio da união da representação dos agricultores, ele acaba tendo força. Claro que é uma rede, tem os sindicatos, a Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul) e aí acabamos conseguindo “uma pressão” sobre os deputados.
Se não tivesse o sindicato, tanto nos serviços como na questão da defesa dos interesses, eu acho que a gente ficaria muito desprotegido.

Como pretende trabalhar nos próximos quatro anos como presidente?
Eu defendo, desde quando assumi, uma aproximação maior entre o produtor de uva e as vinícolas. Entendo que tem que melhorar isso, que tem que ter uma profissionalização nessa relação. Acho que nós temos que partir para um contrato de compra e venda de uva, entre agricultor e vinícola, porque os termos têm que estar claros, tanto para a empresa como para o produtor. Por isso, nesses quatro anos, eu vou intensificar esse trabalho que já foi iniciado.
A contratação de mão de obra, que tem que ter uma flexibilização, é mais um tema. Existe um projeto de lei tramitando em Brasília que nasceu aqui dentro dessa sala (presidência do STR de Flores da Cunha). Ele está andando e tomara que a gente consiga dar sequência. Não estamos pedindo que retirem direito de ninguém, o que a gente quer é que seja menos burocrática essa contratação. Quem acabou apresentando esse projeto no congresso foram os deputados federais Heitor Schuch (PSD) e Afonso Hamm (PP). Eles foram unificados e agora está tramitando como um projeto único, que passou pela Comissão de Agricultura, onde teve parecer favorável, e se encontra na Comissão de Trabalho.
Outro tema é que tem que ter clareza no Seguro Agrícola. Essa questão da subvenção tem que estar mais definida. Nesse sentido, mais um trabalho do sindicato é que conseguimos que fosse aprovada uma lei que torna, para o próximo ano, recursos obrigatórios no orçamento quando é lançado o Plano Safra (Lei nº 15.526/2026, sancionada em 30 de setembro de 2026). O recurso que está no orçamento previsto para isso, terá que ser gasto para isso.

Quais novidades estão previstas?
A gente quer ver se consegue implantar o grupo de jovens do sindicato. Acho que temos que trazer um pouco mais os jovens para próximo do sindicato. Esse ano nós já estamos com cinco jovens que fazem parte da diretoria. Precisamos que o jovem se sinta mais valorizado e incluído, que traga suas demandas, suas necessidades, e que faça parte das discussões do dia a dia.

Qual mensagem gostaria de deixar aos associados?
Quero agradecer a essas pessoas que nos deram mais quatro anos. Não teve muitos que vieram votar, mas quem veio deu um percentual de aprovação de 94%. Isso é gratificante. Eu acho que é um reconhecimento, mas também nos deixa um compromisso maior ainda de realmente estar “brigando”, estar representando, defendendo e sempre buscando o melhor para o nosso agricultor.

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