Home Destaque “Quero ser um pré-candidato da Serra”, declara político florense que fez 2 mil votos em Porto Alegre

“Quero ser um pré-candidato da Serra”, declara político florense que fez 2 mil votos em Porto Alegre

Luis Fernando Rosa disponibilizou seu nome para concorrer a deputado federal pelo PDT
(Foto: Leonardo Lopes)

Aos 35 anos, o florense Luis Fernando Rosa (PDT) confirma a pré-candidatura a deputado federal. Morando em Porto Alegre há sete anos, ele ressalta que mantém vínculo com Flores da Cunha e região e aposta na representatividade da Serra na Câmara dos Deputados.

Candidato a vereador em Flores da Cunha nas eleições de 2012 (379 votos) e 2016 (327), Rosa seguiu carreira na capital gaúcha e surpreendeu ao ser candidato a vereador em Porto Alegre e fazer 2.031 votos. Nós últimos anos, ele atuou como diretor na Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional.

No mês passado, Rosa retornou a Flores da Cunha para acompanhar o secretário Gilmar Sossela em visita à Fecouva, em Otávio Rocha, e concedeu entrevista ao jornal O Florense.

O Florense: O que pode dizer à comunidade florense que não acompanhou sua trajetória recente?
Luis Fernando Rosa: Primeiro é dizer que vou ser um pré-candidato da região de Flores da Cunha, apesar de estar morando em Porto Alegre há sete anos. Transferi meu título para lá na última eleição para concorrer a vereador e, por apenas 30 votos, não fiquei como o segundo candidato mais votado do partido. Foi uma campanha feita praticamente em cima da hora e com pouca estrutura.
Mas, nunca deixei minhas raízes de lado. Já disputei duas eleições para vereador aqui em Flores, minha família continua morando aqui e sempre que posso estou presente, atendendo demandas da comunidade.

Que ações recentes o senhor destaca na região?
Quero ser um pré-candidato da região, da Serra, porque hoje temos uma representatividade muito pequena. Isso é ruim para Flores da Cunha, Nova Pádua e para toda a Serra. Um deputado federal tem aproximadamente R$ 60 milhões em emendas por ano, e naturalmente destina esses recursos às suas bases. Ter representantes da região significa ter mais recursos e atenção às demandas locais.

Qual sua função na Secretaria Estadual do Trabalho nestes últimos anos?
Fui convidado pelo secretário Gilmar Sossela para ser diretor de Trabalho, Emprego e Renda. Nosso departamento é o finalístico da secretaria. Quando assumimos, o próprio governador comentou que a Secretaria do Trabalho basicamente divulgava vagas de emprego. A partir da nossa gestão, passamos a investir fortemente em qualificação profissional. Criamos programas e ampliamos ações em todo o Estado, investindo diretamente nas pessoas.

O programa Artesão em Foco é uma das principais iniciativas?
É um dos projetos que mais me orgulha. Visitamos 58 municípios, trabalhando com artesãos na criação de produtos identitários, que representem seus municípios. A ideia é que eles possam vender mais, inclusive pelas redes sociais e internet. O Rio Grande do Sul tem cerca de 100 mil artesãos com carteira, mas estimamos que esse número possa ser três ou quatro vezes maior.

Outra bandeira destacada é o apoio aos microempreendedores individuais (MEIs)?
Sim. Durante as enchentes, conseguimos auxiliar cerca de 50 mil MEIs com R$ 3 mil para cada, além de oferecer consultoria em gestão, crédito e mercado. Queremos levar para Brasília a proposta de aumentar o limite de faturamento do MEI, que hoje é de R$ 80 mil por ano, e permitir a contratação de dois funcionários, em vez de apenas um. Essa é uma pauta importante para quem empreende e gera renda no país.

E na área de qualificação profissional?
Investimos mais de R$ 200 milhões em qualificação profissional no Estado. Vamos encerrar o ciclo com mais de 50 mil pessoas qualificadas. Em Flores da Cunha, por exemplo, o município recebeu R$ 80 mil para qualificação e está na suplência do programa RS Qualificação, podendo receber mais R$ 112 mil. Qualificar pessoas é investir no futuro. Essa também será uma das nossas principais bandeiras.

Como avalia o desafio eleitoral, considerando que cidades pequenas têm dificuldade para eleger representantes?
É verdade que, tirando Caxias do Sul, as demais cidades da Serra são menores e têm menos peso eleitoral individualmente. Por isso, muitos eleitores acabam votando em candidatos de fora. Mas acredito que, com uma candidatura bem organizada, é possível unir forças na região. Nesses quatro anos na Secretaria, percorremos todo o Estado — só no ano passado foram 15 mil quilômetros rodados. Conhecemos a realidade dos municípios, prefeitos, vereadores e estruturas locais. Isso nos dá uma visão ampla do Rio Grande do Sul.

Espera reunir votos de diferentes regiões?
Acredito que teremos uma boa votação em Porto Alegre, onde já disputei eleição, e também aqui na região da Serra, onde o PDT ainda é forte. Estamos visitando lideranças e ex-prefeitos, buscando fortalecer o partido na Serra e espalhando lideranças por todo o Estado. Sabemos que uma eleição para deputado federal é difícil, especialmente diante da estrutura dos atuais parlamentares. Mas estamos organizados, estruturados e confiantes de que faremos uma boa campanha. O resultado final só se conhece nas urnas, mas nossa expectativa é ficar entre os primeiros colocados e disputar de igual para igual.

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