Duas decisões, duas taças e uma tarde de sábado (15) com o melhor do futsal florense no Ginásio Poliesportivo Marcos João Pivoto. Às 14h, Olaria e Erre Effe disputam o título da Série Prata. Duas horas depois, Guadalupe e Sexta Livre/Nacional entram em quadra pelo principal troféu do Citadino.
Na Série Ouro, a final reúne duas equipes que chegaram ao mesmo lugar por caminhos completamente diferentes. De um lado, o Guadalupe, que voltou às competições há pouco mais de um ano, conquistou a Série Prata em 2025 e, na estreia na elite, transformou a meta de permanecer na divisão em uma campanha que pode terminar com o título.
Do outro, o Nacional, pentacampeão municipal, que retorna a uma final com a chance de levantar a sexta taça de sua história.
Polêmica na semifinal
A vaga do Guadalupe foi confirmada após a semifinal contra o The Coca Fevers. O adversário venceu por 4 a 3, mas teve um atleta considerado irregular após análise da Subsecretaria de Desporto e parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM). O resultado foi anulado e o The Coca Fevers, desclassificado.
O episódio não reduz os méritos da história recente do Guadalupe. Depois de um longo período afastado das competições, a equipe do bairro Pérola voltou às quadras no ano passado e já chega a disputa do principal troféu do futsal florense.
Para Alexandre Monteiro, o Índio, pivô e capitão criado no bairro Pérola, a força da comunidade é uma das marcas da caminhada do Guadalupe até esta decisão.
— O que a comunidade vem fazendo por nós é algo incrível. O pessoal comprou a ideia. Ver as pessoas deixarem de fazer coisas pessoais para estar lá vestindo a camiseta e torcendo por nós nos dá mais motivos para entregar o máximo em quadra.
Na primeira fase, o Nacional venceu por 6 a 0. Para o capitão do Guadalupe, o resultado deixou uma lição para a final.
— Nesse jogo em específico, nós não fomos o Guadalupe. Deixamos a equipe do Nacional gostar do jogo e não conseguimos fazer o que costumamos fazer, um jogo mais de imposição física, com entrega e raça.
De pai para filho
Se o Guadalupe chega embalado por uma ascensão rápida, o Nacional carrega uma história construída ao longo de mais de duas décadas. O clube foi fundado em 2004 e já conquistou cinco títulos municipais. Agora, busca o hexa.
A origem do nome guarda uma curiosidade. Na época da fundação, os responsáveis não tinham uniforme e receberam peças de treinamento do Nacional do Uruguai. A camisa acabou dando nome ao clube.
A história também está dentro da quadra. Filho de um dos fundadores, Mauro Bach, Franco cresceu acompanhando o clube e sendo levado pelos pais aos jogos.
Na semifinal contra o Cruzeiro, marcou três dos seis gols da vitória por 6 a 4. Depois da classificação, resumiu o significado de defender o clube criado pelo pai.
— Significa muito para mim defender o clube do meu pai, pois quando nasci o Nacional já estava em quadra, então desde bebê já era torcedor.
Com o melhor ataque da competição, o Nacional chega à final apostando no entrosamento construído ao longo da campanha. Para Franco, o toque de bola apresentado na semifinal é o caminho para buscar a taça.
— A prova foi o último jogo, onde o nosso toque de bola prevaleceu nos nossos gols. Se mantivermos nosso trabalho, vamos conseguir o nosso tão sonhado objetivo, que é a taça.
Série Prata: acesso garantido, taça em disputa
O primeiro título do sábado será decidido por duas equipes que já têm um motivo para comemorar. Olaria e Erre Effe garantiram o acesso à Série Ouro de 2027 e agora disputam, às 14h, uma taça que pode coroar trajetórias diferentes na Série Prata.
O Olaria retorna às competições em busca do título. Na semifinal, venceu o Roma por 3 a 1, com três gols de Jackson Marafon. O jogador chegou a oito gols na competição, mas coloca a artilharia em segundo plano diante da oportunidade de disputar a decisão.
— Apesar dos três gols, fico muito feliz por ajudar meu time a conseguir a classificação para a final. Mas não tem nada decidido ainda. Sabemos que temos mais um jogo, o principal, que é a final — destaca.
A equipe chega à decisão com a melhor defesa da competição, tendo sofrido apenas seis gols em oito partidas.
Do outro lado, o Erre Effe disputará a primeira final de sua história. A vaga veio com uma goleada por 6 a 2 sobre o Giuseppe Garibaldi. Silas Henrique Teixeira Saraiva marcou três vezes e chegou a cinco gols no campeonato.
A equipe cresceu ao longo da competição. O início irregular deu lugar a um time mais unido e competitivo, mudança que, segundo Silas, começou em uma conversa interna entre os jogadores.
— Depois que tivemos uma conversa com o grupo todo, determinamos que precisávamos nos unir mais, colocar os pés no chão, baixar a cabeça e trabalhar. Após isso, cada vitória serviu de aprendizado para nos mostrar o valor de cada nome que vestia aquela camisa — afirma.
Olaria e Erre Effe já se enfrentaram nesta Série Prata. Na primeira fase, o Olaria venceu por 2 a 0. Agora, o reencontro acontece em outro cenário: com o acesso garantido e uma taça em jogo.

