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Planejamento financeiro é o ponto de partida para o crescimento sustentável das empresas

Com organização, previsibilidade e separação clara entre finanças pessoais e empresariais, pequenos e médios empresários ganham fôlego para investir, evitar riscos fiscais e fortalecer a saúde do negócio ao longo do ano
(Foto: Freepik, reprodução)

Começar o ano com as finanças bem organizadas faz uma diferença enorme para pequenos e médios empresários. Afinal, apenas ter controle sobre os gastos não é suficiente para uma boa gestão financeira.

Além do controle, é importante ter previsibilidade. Principalmente para quem está planejando investir no crescimento do seu negócio, seja através da implementação de novos serviços ou produtos, construir ou ampliar estrutura física ou, ainda, adquirir tecnologias ou equipamentos. Uma boa gestão do fluxo de caixa é fundamental.

Se os investimentos previstos forem realizados através de financiamento, então é importante escolher a linha de crédito adequada, com taxas e prazos que cabem no desempenho de seu negócio. Para tanto, ter as informações financeiras de seu negócio e a análise correta delas pode acelerar o objetivo de crescimento para alcance do retorno desejado.

Apresentamos algumas dicas importantes para um bom planejamento financeiro:

Controle custos com olhar crítico
Ao iniciar o ano é sempre bom revisar e cortar custos excessivos. Renegocie contratos com fornecedores. Elimine despesas que não geram retorno. Economizar não é significado de cortar, mas gastar melhor.

Separe gastos pessoais da empresa
Faça registros separados. Seu contador poderá lhe auxiliar. Esta prática coloca em risco tanto a saúde financeira do negócio quanto o patrimônio pessoal. Evite uma confusão patrimonial.

Tenha um fluxo de caixa anual
Planeje pelo menos os próximos 12 meses, com previsão de entradas e saídas mensais. Não esqueça de incluir os impostos, obrigações sociais com os empregados como férias, 13º e as sazonalidades que existem em todos os negócios.

Tenha uma reserva de emergência
O ideal é ter caixa para 3 a 4 meses de despesas fixas. Isso dá fôlego em períodos de queda de vendas ou imprevistos.

Planeje os impostos com antecedência
Verifique se o regime tributário é o mais adequado. Iniciamos neste ano uma transição no modelo tributário. Talvez seja hora de, em conjunto com seu contador, avaliar o melhor modelo para o futuro da sua empresa. Evite usar o dinheiro do imposto para pagar outras contas.

Organize o capital de giro
Ajuste seu prazo de cobrança com os prazos de pagamento de modo a não apertar seu caixa. Negocie tanto com fornecedores como com seus clientes.

Tenha clareza total dos números
Antes de planejar, é essencial saber exatamente onde você está, conhecendo com clareza sua estimativa de receitas e suas despesas, tanto fixas quanto variáveis.

Como evitar a confusão patrimonial?

A confusão patrimonial ocorre quando o sócio confunde seu dinheiro com o da empresa, não separando as contas pessoais das despesas do seu negócio, ou vice-versa. Isto pode levar a prejuízos patrimoniais e financeiros aos empreendedores.

A extrema burocratização a que toda empresa está submetida, bem como a falta de conhecimento de como administrar financeiramente os negócios, são motivos que podem levar o empresário a confundir contas pessoais e empresariais.

Quando não há uma separação clara entre o patrimônio pessoal e o patrimônio empresarial, isso pode resultar em:

  • Dificuldade de gestão financeira: A falta de separação clara entre os patrimônios pode dificultar a gestão financeira, resultando em erros na contabilidade, na avaliação da saúde financeira da empresa e no planejamento fiscal.
  • Desconsideração da personalidade jurídica: Em situações extremas, isso significa que credores podem pedir ao juiz que responsabilize os bens pessoais dos sócios para o pagamento de dívidas empresariais.
  • Problemas fiscais: A confusão patrimonial pode levar a problemas com a Receita Federal, como autuações por fraude ou sonegação fiscal, uma vez que despesas e receitas podem ser incorretamente declaradas.
  • Risco de perda de bens pessoais: Em caso de falência da empresa, a falta de distinção entre os patrimônios pode resultar na perda de bens pessoais para cobrir dívidas empresariais.

Registro e controle

Tudo que entra ou sai da empresa tem que ser contabilizado. Sua empresa pode terceirizar esse serviço, por exemplo, mas o planejamento financeiro e controle dos valores da conta da pessoa jurídica devem ser registrados de forma clara, pois sua empresa deve também prestar contas.

Defina a remuneração dos sócios

Tenha sempre registrado qual valor será remunerado à atividade exercida pelos sócios da empresa. Este valor deve ser registrado como pró-labore ou lucro. O caminho deve ser de transferência para a conta da pessoa física do sócio, com o devido registro detalhado de quem foi o pagador e quem recebeu aquele pagamento.

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