Home Destaque “O blues foi amor à primeira vista”, afirma cantora norte-americana que integra o Flores Blues Jazz Festival

“O blues foi amor à primeira vista”, afirma cantora norte-americana que integra o Flores Blues Jazz Festival

Terceira edição do evento ocorre de 6 a 8 de fevereiro, aposta no protagonismo feminino no blues e no jazz e reúne 19 shows, feira criativa e gastronomia regional em Flores da Cunha.
(Fotos: Divulgação)

A contagem regressiva para a terceira edição do Flores Blues Jazz Festival já começou. Depois de firmar seu nome no calendário cultural de Flores da Cunha, o evento retorna entre os dias 6 e 8 de fevereiro, no Parque da Vindima Eloy Kunz. A principal novidade desta edição é a presença de três atrações internacionais, uma em cada noite do festival, reforçando a proposta de intercâmbio cultural e a consolidação do projeto em escala estadual.

Cada dia do festival terá uma artista internacional como destaque. Na sexta-feira, 6 de fevereiro, o público recebe Keeshea Pratt, cantora norte-americana vinda do Mississippi, região considerada berço histórico do blues. Sua trajetória musical começou ainda na infância, no canto gospel.

— Comecei a cantar na igreja aos cinco anos de idade em Jackson (capital do Mississippi), e mesmo antes de entender o que era blues, ele já estava muito enraizado ali, não tinha como fugir — relata.

A decisão de assumir o blues como linguagem central veio mais tarde, após o incentivo de um músico experiente do gênero.

— Depois de algumas jams (encontros informais para improvisação musical), o Eddie Cotton Jr. me disse que eu já era uma cantora de blues pronta. A partir daí comecei a cantar, inclusive em um tributo à Koko Taylor. O público florense pode esperar muito soul, muita alma, muita verdade e surpresas que só o blues proporciona  — destaca Keeshea, que se apresenta acompanhada pelo Prado Brothers Trio.

No sábado, 7 de fevereiro, retorna ao festival JJ Thames, cantora norte-americana nascida em Detroit e criada no Mississippi. Destaque da edição anterior, ela volta acompanhada pela banda Raw Sugar, reforçando o groove, o soul e a força do show que marcou o público na sua primeira passagem pela Terra do Galo em 2025.

O encerramento, no domingo, 8 de fevereiro, fica por conta da polonesa Kasia Miernik, cantora e compositora de Estetino, atualmente radicada entre Londrina, no Paraná, e o continente europeu. Sua formação musical teve início em um grupo de gospel.

— Eu cantava em um dos grupos de gospel mais famosos da Polônia. Quando fui estudar em Londres, descobri o blues e o jazz. O blues foi amor à primeira vista e continua sendo essencial para mim até hoje — afirma.

Kasia destaca a relação com a música brasileira e o significado de participar de festivais no país.

— A música brasileira é como uma dose de ar fresco, me traz outra perspectiva e me inspira muito. Me abre novas portas, leva nossa música a novos públicos e cria conexões verdadeiras. O que posso prometer é troca de energia, honestidade e emoção.

Programação completa em breve

Com o tema “Look At Her”, o festival estrutura sua programação em torno do protagonismo feminino no blues e no jazz. Ao longo de três dias, o público terá acesso a 19 apresentações, distribuídas em três palcos paralelos, além de feira de economia criativa, experiências culturais integradas, gastronomia regional, vinhos e cervejas artesanais. A organização estima um público aproximado de duas mil pessoas.

(O tema deste ano: tradução de “Olhe Pra Ela”), vem num momento em que existem muitas questões de feminicídio no mundo. Então é interessante fazer esse movimento de “Olhe Para as Mulheres, olhe quem elas são”. Precisamos ser pessoas melhores e mudar essa etapa da nossa história. Olhe para as nossas artistas, olhe para a nossa serra (gaúcha). Olhe para a nossa região, que está produzindo cultura. É um “olhe” para várias coisas — explica Felipe Corso, produtor do festival e presidente da APAC.

A estrutura do festival também acompanha o crescimento do evento. Com ajustes e melhorias na circulação e nos serviços, a organização busca transformar o espaço em um ambiente pensado para o público chegar cedo e ficar até o fim da programação.

— Esse ano o pessoal vai encontrar mais conforto, mais facilidade para comprar ingressos e tickets de alimentação. Serão três palcos maravilhosos, um deles com vista para a cidade. A ideia é oferecer uma experiência completa, em que o público se sinta acolhido e queira permanecer no espaço do festival — conta Felipe Corso.

A organização do festival também projeta efeitos que ultrapassem os três dias de evento, apostando na formação de público e no fortalecimento do vínculo da comunidade com a produção cultural.

— O que eu espero é que o público saia daqui com mais cultura, mais empatia e mais vontade de consumir arte. Que continue buscando música, dança, artes visuais e outras linguagens culturais. Se isso acontecer, o festival cumpre seu papel — ressalta Felipe.

Além da programação principal, o festival promove ações de divulgação antecipadas. Estão previstos dois eventos prévios: um cortejo musical na Orla do Guaíba, em Porto Alegre, no dia 25 de janeiro, e outra ação no Labirra, em Caxias do Sul, no dia 30 de janeiro, ampliando a presença do festival fora de Flores da Cunha.

A realização é da APAC – Associação dos Produtores de Arte e Cultura de Flores da Cunha, com financiamento via Lei Rouanet e Lei de Incentivo à Cultura do RS (LIC/RS) e patrocínio da Prefeitura de Flores da Cunha e Vinhos Mioranza.


Ingressos

Os ingressos já estão à venda no site floresbluesjazzfestival.zerofila.com.br. Os valores são R$ 40 para a sexta-feira, R$ 50 para o sábado, R$ 30 para o domingo e R$ 100 para o passaporte dos três dias, todos acrescidos de taxa. A programação completa, com atrações regionais e nacionais, será divulgada nos próximos dias.

Leia Mais

Compartilhe:

Mais Notícias

Outras notícias:

plugins premium WordPress
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?

Entrar na sua conta