Home Destaque “Não podemos gerir sobre a natureza”, destaca agricultor que teve produção comprometida pelo tornado

“Não podemos gerir sobre a natureza”, destaca agricultor que teve produção comprometida pelo tornado

Nilto Pilatti perdeu 25 mil metros quadrados de plasticultura e teve prejuízo de 40% na uva bordô
Nilto Pilatti possui 3,5 hectares de uva, sendo 1 de bordô e 2,5 de Niágara branca e rosada (Foto: Karine Bergozza)

A colheita da uva mal começou em Flores da Cunha, mas já é possível saber que esta safra será 10% superior em comparação a do ano passado. Esse resultado positivo chama a atenção após o município ter enfrentado um tornado, em dezembro, e uma forte chuva de granizo, em janeiro.

No Travessão Alfredo Chaves, localidade que foi fortemente atingida pelos eventos climáticos, um dos produtores que teve prejuízos com o tornado foi o diretor dos Postos Andreazza, Nilto Pilatti, 54 anos. Ele conta que o vento forte derrubou 3 hectares de parreira, 1,5 em sua propriedade e 1,5 na de seu cunhado, Alexandre Reginato, que fica encostada na sua.

— E tem as coberturas, que não sobrou praticamente nada, apenas uma lona ou outra, mas está em pedaços também. O galpão que eu tinha aqui com as máquinas também, (o vento) levou inteiro – revela Pilatti, que definiu o evento climático como “assustador”.

Assim como dezenas de agricultores, o cunhado e ele contaram com o apoio da comunidade, sobretudo por meio dos mutirões organizados pela Secretaria Municipal de Agricultura, para reerguer os parreirais.

— Não fui só eu, toda a região aqui foi bem afetada nesse trajeto, meus vizinhos também foram prejudicados. Mas felizmente ninguém se machucou. Danos materiais a gente reconstrói, somos fortes, a gente é batalhador, busca, refaz, mas infelizmente o que aconteceu é obra da natureza, não podemos gerir sobre ela.

O produtor possui 3,5 hectares de uva, sendo 1 de bordô e 2,5 de Niágara branca e rosada. A uva bordô foi colhida na semana passada e o prejuízo estimado é de 40% da produção.

— A bordô foi para a cantina. Ela veio, sim, mas não com aquela qualidade que deveria vir, porque o pé sofreu, foi dobrado, então a seiva da parreira não teve a condução total para o cacho, para as folhas, e a uva ficou um pouco comprometida — explica Pilatti.

As variedades Niágara branca e rosada devem ser colhidas na próxima semana, mas devido aos estragos na cobertura a qualidade do grão foi comprometida e elas não poderão ser comercializadas como uvas de mesa.

— A rosada vai para o mercado, mas infelizmente esse ano não vai, vai ter que ir para a cantina. A gente costuma mandar para o mercado, daí vai para fora daqui, para Porto Alegre, São Paulo, depende dos compradores, mas eu não vendo direto, vendo para terceiros.

“Não é só plástico”

Pilatti afirma que é difícil calcular as perdas desta safra, mas adianta que o valor das coberturas é bastante expressivo.

— Eu tinha 2,5 hectares de cobertura, isso são mais de 25 mil metros quadrados de plasticultura. E não é só o plástico (a cobertura) envolve a parte de aço, a mão de obra para colocar e um monte de situações.

Justamente por isso, o trabalho continuará a todo vapor depois da colheita, para deixar as parreiras prontas para a próxima safra.

— Vamos ter que reestruturar todo o parreiral, vai ter que botar todas as colunas de novo. A gente só fez (erguer o parreiral) de forma provisória para levantar, para poder a uva amadurecer e colher. Agora que vem o trabalho, temos que refazer e plantar as parreiras que quebraram, muitas foram danificadas.

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