Home Destaque Morre Lydia Silvestri, educadora que dedicou mais de 60 anos ao ensino em Flores da Cunha

Morre Lydia Silvestri, educadora que dedicou mais de 60 anos ao ensino em Flores da Cunha

Professora, musicista e atuante na preservação da cultura local, ela tinha 92 anos e deixa um legado de dedicação à comunidade
(Foto: Arquivo Pessoal)

Morreu na última terça-feira (10), aos 92 anos, Lydia Silvestri, educadora que dedicou a vida ao ensino, à música e ao fortalecimento da cultura em Flores da Cunha. Nascida em 26 de novembro de 1933, era a terceira filha de Benjamin Silvestri, entre oito irmãos, e desde cedo teve na educação um propósito.

Cursou o primário na Escola São José, em Flores da Cunha, caminhando com os irmãos da Capela São Cristóvão até a escola. Mais tarde, estudou em Caxias do Sul, onde iniciou sua formação musical e integrou a primeira turma do Ensino Médio da Escola São Rafael .

Professora estadual nas escolas São Rafael e Frei Caneca, lecionou por mais de 60 anos gaita, violão, teclado e datilografia, formando gerações de alunos e contribuindo diretamente para a formação cultural do município. Na década de 1970, integrou a Ordem dos Músicos do Rio Grande do Sul como fiscal, foi jurada da Vindima da Canção em diversas edições e participou ativamente do Coral Nova Trento desde os primeiros anos. Também colaborou em celebrações na Igreja Matriz, animando batizados com canto e instrumento.

Seu envolvimento comunitário foi amplo: sócia fundadora da Associação dos Professores de Flores da Cunha e sócia fundadora e colaboradora da Associação dos Amigos do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi, onde também trabalhou. Participou ainda da equipe de cultura do município, sempre com olhar atento à preservação da memória local.

— Ela tinha um forte senso de comunidade e verdadeira vocação para ensinar. Admirava nela o gosto por ajudar, por manter a família próxima e por estar presente na vida dos amigos. Muitas pessoas me disseram na despedida que ela era alegre e que aproveitou a vida. Esse é o legado que fica — afirmou o sobrinho Marcell Bocchese.

O sobrinho-neto William Bocchese também destacou a presença constante da tia em sua formação.

— Ela foi como uma segunda mãe para mim. Esteve presente nos momentos mais importantes da minha vida, sempre incentivando e acreditando em mim. Mesmo nos últimos dias, já com a saúde debilitada, mantinha um sorriso sincero ao reencontrar a família. Foi exemplo como profissional e, acima de tudo, como ser humano.

Conhecida pelo sorriso constante, pela serenidade e pela generosidade, Lydia enfrentava complicações respiratórias nos últimos meses, que se agravaram. A Cerimônia de Despedida ocorreu na quarta-feira (11), às 14h, seguida de sepultamento no Cemitério Público Municipal de Flores da Cunha.

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