Home Destaque Kiko avalia primeiro ano do terceiro mandato e projeta plano “ambicioso” para Nova Pádua

Kiko avalia primeiro ano do terceiro mandato e projeta plano “ambicioso” para Nova Pádua

Prefeito destaca avanços em saúde, educação e agricultura, admite frustrações com ginásio e habitação e afirma que 2026 será decisivo para obras e investimentos no município
(Foto: Klisman Oliveira)

No primeiro ano do seu terceiro mandato, Itamar Bernardi Kiko (MDB) declara que teve dificuldades em “arrumar a casa”, mas já apresenta promessas de campanha cumpridas na área da saúde, educação e agricultura. Foram contratados médicos e ampliados os horários de atendimento no posto de saúde, foi reorganizado o controle interno dos estoques de medicamentos para ter uma oferta mais rápida à população e foram adquiridos novos materiais didáticos para os estudantes.

Alguns projetos do plano de governo, contudo, seguem em andamento. O ginásio de esportes não avançou, assim como o plano habitacional, que enfrenta entraves burocráticos. Para 2026, Kiko prevê a continuidade de asfaltamentos e projeta um plano “ambicioso”.

O Florense: A prioridade deste primeiro ano foram as mudanças na área da saúde?
Itamar Bernardi Kiko: Nós tínhamos como prioridade ter uma enfermeira na ambulância, pois não contávamos com essa profissional para o primeiro atendimento. Contratamos uma técnica de enfermagem e passamos a oferecer atendimento com horário estendido. Se à noite houver alguma solicitação, podemos atender a nossa população. Também conseguimos organizar a questão dos medicamentos. Eu digo sempre à população: “Em períodos de normalidade, se faltar remédio, é uma falha administrativa”.

Quais foram os avanços na educação?
Estamos entregando uma sala para os professores na Escola Líbera (Bianchin Salvador). Na Escola Bortolo (Bigarella), tínhamos problemas de alagamentos recorrentes; agora estamos iniciando uma obra para resolver essa situação. Em relação à aprendizagem, modificamos o processo de ensino com novos livros para o Pré-1 e Pré-2. Esse material vai fortalecer a pré-alfabetização, desenvolvendo habilidades que o aluno vai precisar no primeiro ano para ser alfabetizado. Para o ano que vem, ampliaremos estes materiais didáticos para os alunos de 1º a 5º ano. Se trata da compra de material didático entregue para cada um dos alunos renovado todo ano. São ideias como esta que farão com a gente avance e muito na educação do município.

Um dos debates da campanha era a reforma do ginásio de esportes. Como está este projeto?
É o grande projeto que queremos entregar, uma promessa de campanha. Temos um projeto cadastrado junto ao Governo do Estado, que acabou não sendo disponibilizado, não fomos contemplados. Como 2026 é ano eleitoral, não temos muita expectativa, então a ideia é esperar e, se essa verba do Estado não sair, realizarmos com recursos próprios.

Quais avanços projeta na agricultura com os incentivos apresentados ao Legislativo?
O pacote de subsídios que enviamos para a Câmara é o maior já visto na história de Nova Pádua. Sempre disse que quero ver Nova Pádua produzindo, e para isso cabe à administração incentivar o setor produtivo. Dentre todos os setores que esse PL engloba, é importante destacar que passamos de 30 para 50 horas-máquina subsidiadas pela Prefeitura. A nossa ideia com esse projeto também é dar meio hectare para os agricultores que querem reformar uma produção frutícola que pode estar numa subida de um morro ou em um lugar acidentado. Com ajuda das máquinas vamos aplainar esses terrenos e incentivar o nosso agricultor. Outro ponto importante do projeto são os aviários, para os quais estamos disponibilizando R$ 10 mil para reformas.

Houve alguma frustração no primeiro ano de governo?
Se eu tivesse que destacar algo como uma grande frustração neste primeiro ano seria o novo loteamento. Precisamos com urgência de um plano habitacional. Nossa ideia é trazer famílias para morar aqui, que tenham condições de trabalhar e desfrutar de tudo que a cidade pode oferecer. A intenção é que essas famílias possam trabalhar e, ao final do dia, morar na cidade. Não conseguimos avançar porque previmos o local de forma que não precisássemos adquirir terras, mas dependemos de liberações de tabelionatos de outras cidades. São documentos antigos, é um trabalho que exige tempo. Além disso, na região que escolhemos, não conseguimos localizar alguns lindeiros.

Quais são as prioridades da Prefeitura para 2026?
Eu imagino que, administrativamente, 2026 será mais tranquilo do que 2025. Temos algumas definições a tomar. Em relação ao ginásio, precisaremos definir no próximo ano; se os recursos do Estado não vierem, faremos a obra com recursos próprios. Quanto ao centro de eventos, se não conseguirmos concluí-lo, deixaremos pelo menos em condições de uso no ano que vem. Nossa ideia também é asfaltar o Travessão Barra, cerca de 1,2 quilômetros, e temos projetos de asfaltamento no Travessão Curuzu e em uma parte do Travessão Bonito.

Quais são os grandes investimentos que o senhor prevê para os próximos anos?
Eu tenho um sonho para Nova Pádua nos próximos anos: um projeto ambicioso no centro da cidade, voltado ao turismo, na Rua Vereador Francisco Boscatto, que faria uma ligação com a praça central. É um projeto bastante importante que visa atrair turistas para a cidade, criando uma conexão entre a rua e a praça com embelezamento, atrativos, empreendimentos e barzinhos. Além disso, o plano de habitação é algo que precisamos desenvolver.

Qual é a situação da ponte entre Nova Pádua e Nova Roma do Sul?
O edital abre (quarta-feira, 17). A ideia é que a obra da ponte seja iniciada em fevereiro do próximo ano e esteja concluída até meados de 2027. Em paralelo à ponte, estamos tratando junto à Prefeitura de Nova Roma da manutenção da barragem Castro Alves. Se a empresa responsável pela manutenção da barragem participar da licitação da ponte e for a vencedora, ambos os projetos poderão ser executados simultaneamente.

Como lida com a espera pela decisão judicial sobre o resultado da eleição de 2024?
Eu me desliguei completamente do processo. Temos os nossos advogados cuidando dessa questão, e pessoalmente eu não tenho muito o que fazer. Administrativamente, não impactou em nada; eu continuo trabalhando. Foram ditas muitas inverdades nesse processo. Está na mão do juiz, e é ele quem vai determinar. Eu estou tranquilo. Sobre o resultado da sentença eu tenho as minhas convicções. Falaram que poderia haver novas eleições em maio, junho, julho, agosto, setembro… de uma coisa eu tenho certeza, de que no ano que vem vai ter eleição (para Presidente da República). É a normalidade da vida, não é o fim do mundo. Se tiver que fazer uma nova eleição (para prefeito), será feita. Se acontecesse, eu gostaria que fosse baseada em fatos reais, não em mentiras.

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