Correr a São Silvestre é mais do que enfrentar 15 quilômetros pelas ruas de São Paulo. É atravessar o tempo, revisitar lembranças e, ao mesmo tempo, escrever a própria história. Entre milhares de corredores que participaram da histórica 100ª edição da prova mais tradicional do país, estava a professora florense Tassi Poleto, que viveu a experiência com intensidade, emoção e significado.
— Acredito que quem corre almeja estar lá, nem que seja uma vez na vida. Sempre assistia pela TV (quando criança) e me imaginava correndo pelas ruas de São Paulo. Se alguém me dissesse, no início de 2025, que isso aconteceria, eu jamais acreditaria. Mas que bom que a vida nos surpreende — conta.
A largada, cercada pela multidão e pela atmosfera única da prova, foi marcada por sentimentos que se misturavam a cada batida do coração. Mas foi na chegada que o percurso ganhou contornos ainda mais profundos. Ao cruzar a linha final, Tassi não viu apenas a Avenida Paulista — viu sua própria história.
— A chegada foi muito, muito emocionante. Trouxe à memória lembranças da minha família reunida para assistir à corrida, quando ainda era transmitida à noite, pela televisão. Depois, vinha a comemoração do Ano-Novo. Foi impossível não pensar no meu pai, na minha mãe, na minha irmã, nos tios, primos e avós. Tudo isso veio junto — descreve.

