Após meses e, em alguns casos, anos de espera, moradores de Flores da Cunha começaram a receber as chaves de seus apartamentos no residencial do programa habitacional Meu Primeiro Lar. Entre os contemplados estão famílias que sonhavam com estabilidade e conforto, celebrando a realização de um novo ciclo de vida em seus próprios lares.
A motorista de caçamba Rosana Brolese, 49 anos, recebeu na manhã da última quinta-feira (19) as chaves do novo apartamento no residencial do programa habitacional do município. A entrega das unidades começou na quarta-feira (18), marcando o início de uma nova etapa para dezenas de famílias.
— Estou me sentindo muito feliz, muito realizada, porque sair do aluguel e vir morar no que é da gente não tem preço. Em palavras não tem como descrever. Para mim e para a minha filha vai ser um marco muito importante nas nossas vidas — comemora.
Mãe de Jordana Brolese Marcon, de 11 anos, Rosana conta que o desejo de ter a casa própria se fortaleceu após se divorciar. Antes, já havia conquistado um imóvel, mas precisou voltar ao aluguel.
— Eu já tinha casa antes de me separar. Depois fui pagar aluguel, que se tornou bem mais pesado para mim. Fiquei um ano pagando aluguel, que é um dinheiro que dói na alma — relata.
Ao conhecer o condomínio por dentro, a nova moradora se surpreendeu.
— O espaço é maravilhoso. Gostei tanto da parte externa quanto do apartamento por dentro. Eu não imaginava que fosse assim, me surpreendi. Vai ficar muito aconchegante, tenho certeza. Agora que se concretizou mesmo e eu pude entrar e ver, eu amei o espaço — exalta.
A expectativa agora é concluir a mudança ainda neste mês. Jordana, segundo a mãe, já demonstra ansiedade para começar a nova rotina.
— Ela estava mais ansiosa do que eu. Muito mesmo. Ela está contando os dias — afirma.
Nove anos de espera
Roseli Martins, 50 anos, teve que esperar nove anos até conseguir o cadastro aprovado.
— Me inscrevi no cadastro da Prefeitura há 9 anos. Todo ano eu ia lá e atualizava o cadastro para ver se conseguiria encaixar em uma vaga. São muitas famílias que desejam entrar, e a gente fica numa fila de espera, no aguardo de ter a sua casa própria — relata.
Roseli destaca a importância de construir um lar seguro para a sua família.
— Quem tem família sonha sempre em ter sua casa própria. Por mais que você vá continuar pagando, você está pagando algo que é seu. O aluguel é algo sem retorno para você. Você paga aquele mês e se foi o dinheiro — explica.
A chegada ao residencial representa mais que uma mudança para ela, é estabilidade e recomeço.
— O Meu Primeiro Lar me ajudou muito porque conseguimos utilizar recursos que eu não conseguiria com um sistema bancário; ter o subsídio da Prefeitura e do Governo ajuda muito com o valor da entrada. Se não fosse essa ajuda, eu não conseguiria — considera.

