Home Destaque Escola Antônio Soldatelli fortalece vínculo com a comunidade em meio à municipalização

Escola Antônio Soldatelli fortalece vínculo com a comunidade em meio à municipalização

Instituição de Nova Roma amplia ações com famílias e aguarda liberação do Estado para ampliar estrutura
(Foto: Klisman Oliveira)

A Escola Municipal Antônio Soldatelli se consolidou como referência para as famílias de Nova Roma e região. Com 175 estudantes do 1º ao 9º ano, a instituição reforça vínculos com a comunidade e amplia iniciativas de integração em meio à fase final do processo de municipalização.

Atuando na escola há 25 anos e à frente da gestão nos últimos dois anos, a diretora Ana Paula Tonet conta que a rotina da Antônio Soldatelli reflete a aproximação cada vez maior entre todos que fazem parte da escola. As iniciativas da equipe escolar têm conseguido envolver melhor os responsáveis e fortalecer os vínculos.

— A relação entre a escola e a comunidade melhorou bastante nos últimos tempos. Tínhamos bastante dificuldade, principalmente porque a escola até pouco tempo era estadual e as pessoas não viam isso com bons olhos — conta.
Apesar do avanço, a participação das famílias ainda é um ponto de atenção para a equipe pedagógica, que busca ampliar a presença dos responsáveis no dia a dia escolar.

— A relação com as famílias dos alunos melhorou, mas ainda temos algumas dificuldades. O nosso desejo seria de que eles participassem mais da vida dos alunos, nas entregas de boletins e pareceres.

Atividades que aproximam comunidade e escola têm sido fundamentais para estreitar estes laços. Eventos extracurriculares transformam o pátio da Escola em um grande encontro entre pais, alunos e a comunidade.

— Fizemos a Festa Junina, as Mostras Científicas e a Festa da Família, que é uma festa bem interessante, que a gente chama os pais para virem. Os profes se engajam nos projetos. Neste ano, por exemplo, trabalhamos com a diversidade; fizemos dinâmicas, convidamos os pais. Foi um momento de aproximação com os familiares dos alunos — conta a diretora.

“É quase como uma abstinência”

Além do aspecto comunitário, a escola convive com desafios cotidianos que influenciam o comportamento e a aprendizagem dos estudantes. Realidades familiares diversas e o uso excessivo de tecnologia são fatores que chegam até a sala de aula.

— Muitas crianças são criadas pelas avós, pelos tios ou pelos dindos. Isso acaba impactando bastante na construção desse aluno e, consequentemente, no trabalho dos professores. Outro ponto a se destacar são as tecnologias. Quando os alunos ficam em casa, retornam após terem usado por longos períodos os celulares e, na escola, não podem mexer, a gente já nota que eles ficam mais acelerados, há mais brigas e discussões entre colegas. Eu diria que é quase como uma abstinência — observa a diretora.

Prefeitura busca avanços

Em maio, o prefeito César Ulian esteve em Porto Alegre tratando justamente da situação das escolas municipalizadas. No Centro Administrativo do Estado, ele reforçou o pedido de agilidade na reversão documental da Antônio Soldatelli, em Nova Roma, e da Professor Pedro Cecconello, em São Gotardo (etapa indispensável para que o município possa executar melhorias estruturais dentro da legalidade).

Entre as intenções da administração municipal, está a construção de um novo prédio para a escola, abrindo caminho para que demandas antigas, como o refeitório e a quadra coberta, finalmente saiam do papel.

Refeitório e quadra são necessidades

No campo estrutural, a municipalização, em fevereiro do ano passado, abriu caminho para melhorias, embora algumas ainda dependam de liberações do Estado. As principais demandas são a ampliação do espaço físico e a criação de um refeitório.

— Há algumas questões de documentação que dependem do Estado. A ideia é que possamos ampliar. Hoje o nosso refeitório é improvisado no corredor, não temos um espaço específico para a alimentação dos alunos. Até pensamos em utilizar uma das nossas salas, mas, neste caso, iríamos perder espaço. Nossas maiores necessidades são o refeitório e a cobertura da quadra de esportes — conta a diretora.

A mobilização comunitária vem do Círculo de Pais e Mestres (CPM), que atua de forma voluntária, constante e engajada.

— O nosso CPM dá o sangue pela escola, são participativos, ajudam em pinturas, consertos e sobem no telhado. Sempre foi uma demanda que a escola fosse municipalizada, então o CPM sente quase como uma obrigação contribuir com a estrutura da escola. Eles realmente fazem a diferença!

Leia Mais

Compartilhe:

Mais Notícias

Outras notícias:

plugins premium WordPress
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?

Entrar na sua conta