O Rio Grande do Sul vai renovar duas das três cadeiras que possui no Senado nas eleições de 2026. Os senadores Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP) encerram seus mandatos e não concorrem à reeleição. A terceira cadeira é ocupada por Hamilton Mourão (Republicanos), eleito em 2022, com mandato até 2031.
Por isso, neste domingo (4), cada eleitor terá dois votos para o Senado. É possível escolher dois candidatos diferentes. Se o mesmo número for digitado nas duas oportunidades, um dos votos será anulado.
Com 13 candidaturas registradas no Estado, a disputa reúne nomes de diferentes partidos e perfis. Abaixo, confira seis candidatos que aparecem entre os mais citados nas pesquisas e um resumo das principais bandeiras apresentadas por eles durante a campanha.
Frederico Antunes (PSD) — 555 — Resolver a dívida do RS
Frederico aponta o endividamento com a União como o principal problema do Estado e diz que ele trava os investimentos. Suas três prioridades declaradas para o mandato são ampliar o prazo do Funrigs, garantir a adesão do RS ao Propag e escalonar a reforma tributária. Ele aposta no estilo de diálogo que associa ao governador Eduardo Leite.
Manuela d’Ávila (PSOL) — 500 — Política nacional permanente contra o feminicídio
No início, a principal pauta de Manuela era o fim da “farra das bets”. Ela também propõe uma política nacional permanente de enfrentamento ao feminicídio, com verba obrigatória no orçamento da União. O dinheiro iria para casas de acolhimento, patrulhas especializadas, tornozeleiras eletrônicas, atendimento pelo SUS e proteção dos filhos das vítimas.
Marcel van Hattem (Novo) — 300 — Mudar a relação do Senado com o STF
Van Hattem diz que trocou a reeleição para deputado pela disputa ao Senado para enfrentar o que chama de crise institucional. Sua bandeira central é mudar a forma de indicação dos ministros do Supremo e recuperar o papel fiscalizador do Senado sobre o STF e o Palácio do Planalto. Ele defende uma bancada mais à direita no Senado, com maioria capaz de pautar o impeachment de ministros da Corte.
Paulo Pimenta (PT) — 131 — Saúde pública e fim das filas
Pimenta afirma que a saúde pública será a principal pauta de seu mandato. Ele cita mais de 800 mil gaúchos na fila por cirurgias, procedimentos e exames e atribui o problema, em parte, ao fato de o RS não cumprir o mínimo constitucional de 12% de investimento na área. “SUS mais forte e sem filas” é um dos 13 compromissos do seu programa de campanha.
Rigotto (MDB) – 151 — Lista sêxtupla para o STF
Para o ex-governador, o STF hoje ocupa o espaço de outros poderes, e por isso ele defende que os futuros ministros deixem de ser escolhidos só pelo presidente da República. Pela proposta, seis nomes seriam enviados ao Senado, que escolheria três, e o presidente indicaria um deles. Rigotto também defende reduzir o tempo que um ministro permanece na Corte e o fim do foro privilegiado.
Sanderson (PL) — 222 — Impeachment de ministros do STF
Sanderson promete que seu primeiro ato no Senado será protocolar o pedido de impeachment de três ministros do STF. Ex-policial federal, ele também coloca a segurança pública entre as prioridades, com foco no combate ao crime organizado e em mudanças na legislação da área.
Mais opções na urna
Além dos seis candidatos líderes das pesquisas destacados acima, o eleitor também poderá votar nos outros sete candidatos que disputam uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
- Daniela Mulheres Socialistas (PSTU) – 160
- Luciano do MLB (Up) – 800
- Milton Cardoso (PSDB) – 455
- Regis Ethur – (PSTU) – 161
- Renato Jaguarão (Cidadania) – 234
- Ric Jones (PCO) – 290
- Tania Peres (UP) – 808

