Home Destaque Dedicação de morador mantém viva a Praça da Fulina e inspira comunidade

Dedicação de morador mantém viva a Praça da Fulina e inspira comunidade

Fábio Godoi assumiu voluntariamente a limpeza e manutenção do local, hoje um dos principais pontos de encontro da comunidade
(Foto: Divulgação)

A Praça da Comunidade da Fulina é hoje um espaço de encontro, lazer e convivência que se tornou referência para moradores de todas as idades. Quem vê o local tão bem cuidado — com brinquedos em boas condições, gramado aparado e árvores podadas — talvez não imagine que tudo começou pela boa vontade e pelo desejo de um único morador em oferecer algo melhor para as crianças da região.

Antes da transformação, o espaço não passava de um terreno baldio tomado pelo mato e por pedras. Foi nesse cenário que surgiu a iniciativa de Fábio Julio Godoi, 42 anos, figura conhecida e querida da comunidade, que decidiu assumir para si a responsabilidade de dar um novo sentido ao lugar.

— Na verdade, tudo começou há 10 anos, quando o espaço ainda era só um terreno baldio, cheio de mato e pedras, o que costumamos chamar de “área verde”. As crianças da comunidade não tinham um lugar adequado para brincar. Depois que a praça foi construída, resolvi “colocar a mão na massa” e cuidar do lugar, mantendo tudo limpo e organizado. A comunidade me ajudou bastante, porque sempre tive um bom relacionamento com as nossas crianças — conta.

Com o passar do tempo, o que começou como uma ação pontual se tornou parte da rotina do morador. Sua relação com a pracinha acabou se fortalecendo não apenas pelo hábito, mas pela satisfação pessoal de ver o local sempre limpo e agradável.

— O que me motiva a manter a pracinha limpa é a minha vontade de ajudar a comunidade. É importante deixar um lugar sempre limpo e agradável para as famílias usufruírem. Eu amo roçar os matos que crescem e deixar tudo organizado — afirma com orgulho.

A presença constante de Fábio na praça acabou despertando o reconhecimento dos moradores, que frequentemente comentam sobre a dedicação dele. O trabalho voluntário, feito com regularidade, faz com que muitos até esqueçam que a manutenção do espaço também é responsabilidade do poder público.

— O pessoal realmente comenta que, às vezes, a Prefeitura nem precisa fazer a manutenção. O que eu faço é a limpeza em geral: roçar, rastelar, podar as árvores e limpar as sujeiras dos cachorros diariamente.

Para Fábio, esse trabalho não pesa, ao contrário, é fonte de alegria e realização. Ele sente que, ao cuidar da pracinha, também alimenta um sentimento coletivo de pertencimento. O brilho nos olhos das crianças brincando, as famílias se reunindo e os vizinhos convivendo com mais harmonia são, para ele, a recompensa mais valiosa.

“Minha felicidade é ver a alegria das crianças”

— Eu realmente fico muito feliz em fazer o meu melhor, buscando sempre melhorar esse ambiente a cada dia mais! As pessoas me perguntam se eu penso em parar de cuidar da pracinha, e eu respondo: “Graças a Deus, não. Minha felicidade é ver a alegria das crianças brincando nesse lugar” — ressalta.

Com o reconhecimento da comunidade, ele também passou a refletir sobre o impacto do seu trabalho e sobre como pequenas atitudes individuais podem transformar um bairro inteiro. Ele acredita que, se mais moradores abraçassem essa ideia de cuidar do que é de todos, a dinâmica das comunidades seria ainda mais participativa.

— A comunidade fica muito feliz e reconhece o meu esforço em manter a praça limpa. Hoje eu mantenho tudo sozinho! Quando você faz algo com prazer e alegria, o resultado é muito bom. Eu gostaria que mais pessoas tivessem essa atitude em seus bairros: cuidar do que é nosso e não esperar só pelo serviço público! Seria algo simples, é só reunir de 3 a 4 pais, cada um faz uma função e tudo fica mais ágil e rápido — finaliza.

Hoje, a Praça da Fulina serve como um espaço físico de lazer, cuidado e responsabilidade compartilhada. Ela carrega a dedicação de Fábio e o espírito de comunidade que define Flores da Cunha. Sua história lembra que grandes transformações podem nascer de gestos simples, especialmente quando feitos com amor pelo lugar onde se vive.

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