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Da colônia ao Exército: histórias de uma geração de descendentes italianos

Chamados para servir nas décadas de 1920 em diante, jovens da Serra Gaúcha deixaram temporariamente a vida na colônia e tiveram contato com novas realidades, participando também de obras e episódios que marcaram a história regional
(Foto: Divulgação)

Filhos da segunda geração de imigrantes italianos da serra gaúcha, nas décadas de 1920 em diante, já eram chamados para servir o exército. Os descendentes dos imigrantes, com um curso rudimentar na antiga escola da comunidade da Marcolina, ligados a Nova Trento, foram chamados a servir ao Exército. Era a oportunidade de ter acesso a inúmeras informações e contatos, por exemplo, com a energia elétrica, veículos automotores, dominar a língua portuguesa, viver numa cidade… Assim, quando chamados, os colonos ficavam muito contentes, até porque receberiam um salário. Mal sabiam que, ao abandonar a enxada na colônia, tinham que abraçar outros serviços pesados, como os de abrir novas estradas.

Ao meu tio Fiorindo Molon, segunda geração, coube trabalhar na abertura da futura Rodovia Federal BR-2 (atual BR-116), que de Vacaria se dirigia ao Passo do Socorro em direção a Santa Catarina. Fazia parte do 3º Batalhão de Sapadores. Tendo participado de relevante atividade junto com outros soldados, assim entraram para a história registrada em diversas fotografias. Elas foram preservadas por mais de 90 anos.

Tios por parte da minha mãe, Dani, também foram chamados a servir o exército. Tanto Carlos, como o irmão Aniceto, serviram ao exército. Registro também que dois dos meus irmãos, já da terceira geração, partiram para Vacaria, em anos separados. O irmão Ivo, além de dirigir veículos para os comandantes, ainda serviu numa fábrica de tijolos perto da cidade de Vacaria. O outro irmão, Danilo, entrou para a história, na época da Legalidade, quando o governador Leonel Brizola mandou um contingente militar para vigiar a Ponte de Marcelino Ramos. Com a vinda de pessoas do centro do país, a ordem era para derrubar a linda Ponte de Ferro que ainda enfeita a entrada de Marcelino Ramos.

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