Home Destaque Coordenadora Artística do CTG Galpão Serrano será homenageada pelo Legislativo florense

Coordenadora Artística do CTG Galpão Serrano será homenageada pelo Legislativo florense

Joice Hoffmann de Oliveira, 50, receberá a Medalha Mérito Farroupilha no dia 30 de setembro. Honraria foi proposta pelo vereador Marcelo Golin
Joice Hoffmann de Oliveira na abertura da Semana Farroupilha de Flores da Cunha (Foto: Karine Bergozza)

Uma paixão que só se fortalece. Desde 2011, Joice Hoffmann de Oliveira, 50, atua como Coordenadora Artística do CTG Galpão Serrano. Dedicação que será reconhecida com a entrega da Medalha Mérito Farroupilha, no próximo dia 30, pela Câmara de Vereadores de Flores da Cunha.

A homenagem será concedida por meio do Projeto de Decreto Legislativo nº 3/2026, publicado como Decreto Legislativo nº 081, em 25 de agosto de 2026, de autoria do vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Flores da Cunha, Marcelo Golin (PL).

Joice diz ter ficado muito surpresa e feliz ao saber da novidade, mas também tem consciência da responsabilidade que é manter viva a chama do tradicionalismo.

— A importância desse reconhecimento me deixa muito orgulhosa, mas, ao mesmo tempo, preocupada. Sei que vou ter que continuar nessa lida e mostrar que esse trabalho realizado em prol do tradicionalismo gerou frutos significativos para o município, e quero que continue gerando. É uma data que vai ficar para a história do CTG Galpão Serrano!

A coordenadora valoriza o trabalho dos 300 integrantes da entidade, e defende que a honraria é fruto de um trabalho coletivo.

— Quando tu entra no CTG, tu deve pensar duas vezes, porque, depois que tu entra, tu não sai mais. É uma segunda casa. Por isso, essa medalha pertence a cada voluntário e ao cidadão florense que cultiva o amor pelo Rio Grande do Sul.

A relação de Joice com o tradicionalismo começou ainda na infância, em São Francisco de Paula. Ela recorda com carinho de episódios como o de fazer a ronda da Chama Crioula e participar das atividades artísticas e desfiles durante a Semana Farroupilha.

— Não tinha como não amar o tradicionalismo! Além disso, o meu pai (Reduzino de Oliveira), que já é falecido, tinha uma paixão muito grande pela cultura gaúcha, que vivia intensamente. Em qualquer evento que ele ia, o traje escolhido era a pilcha completa, com bombacha, bota, camisa e lenço — lembra Joice, acrescentando que o pai tocava gaita e costumava se apresentar nos programas de rádio da cidade.

Família unida pelo tradicionalismo

Acompanhada da filha Manuela de Oliveira Eloi, hoje com 25 anos, Joice mudou-se para a Terra do Galo em 2006, após ter casado com o vocalista do grupo Estilo Campeiro, Clair Ribeiro, 53, que é vice-patrão do CTG Galpão Serrano.

Ela conheceu seu marido em um baile no interior de São Francisco de Paula e logo depois estava em Flores da Cunha para dar início a um novo capítulo de sua vida, marcado pelo nascimento de seu segundo filho, Rafael de Oliveira Ribeiro, 18.

Há 16 anos Joice é professora das séries iniciais na Escola Professor Targa. Com a mudança de cidade, acabou se afastando um pouco do tradicionalismo, até que, em 2011, recebeu o convite para integrar o CTG florense.

Para ela, é motivo de orgulho preservar suas raízes, mas o que lhe traz ainda mais satisfação é ver o envolvimento da família com a cultura gaúcha.

Manuela, que aos quatro anos foi Prenda Mascote, dança no CTG Estancieiros do Laço, em Caxias do Sul. Rafael dança no CTG Galpão Serrano, onde também é instrutor da categoria pré-mirim e professor, com a mãe, do projeto para iniciantes na dança, a pré-invernada.

Ao lado do marido, Joice também participa da invernada veterana e ministra aulas de dança de salão. Ela revela que, em seu dia a dia, apesar do trabalho burocrático que realiza, procura mostrar que o CTG é um local onde jovens e crianças aprendem sobre respeito, disciplina e a importância da família.

— O CTG é um lugar transformador. Eu me vejo nesse elo de acolher e, ao mesmo tempo, ensinar um pouquinho do que os nossos antepassados deixaram e que a gente não pode deixar morrer. Não é só a dança, ir lá e declamar, mas também é tudo isso que está envolvido — conclui Joice.

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