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Aplicativo ou táxi: testes mostram quanto custa se deslocar em Flores da Cunha

Reportagem simulou corridas em quatro aplicativos e no táxi para comparar valores e tempo de espera em trajetos dentro da cidade
Percursos partiram da Praça da Bandeira e tiveram como destinos o Parque da Vindima Eloy Kunz e o Restaurante Camilotti (Foto: Klisman Oliveira)

Quem precisa se deslocar em Flores da Cunha costuma recorrer a duas opções: os aplicativos de mobilidade ou o tradicional táxi. Mas afinal, qual deles vale mais a pena na prática? Para responder a essa pergunta, o jornal O Florense realizou uma série de simulações com trajetos idênticos dentro do município, comparando preços e tempo de espera. O resultado revela diferenças que podem surpreender quem usa o serviço no dia a dia.

Os valores apresentados correspondem aos testes realizados nos dias e horários especificados e podem variar conforme diferentes fatores. Nos aplicativos de mobilidade, por exemplo, as tarifas são calculadas de forma dinâmica, o que significa que o preço pode mudar de acordo com a oferta de motoristas e a demanda por corridas no momento da solicitação.

Horários de maior movimento, condições climáticas como chuva, eventos na cidade, datas de pagamento de salários e até a quantidade de motoristas disponíveis na plataforma podem influenciar diretamente no valor final da viagem e no tempo de espera. Os dias e horários escolhidos para as simulações foram considerados períodos normais de movimento, sem registro de eventos de grande porte ou condições climáticas adversas que pudessem influenciar na dinâmica dos aplicativos.

Comparação de corridas

Para comparar os serviços disponíveis na Terra do Galo, foram feitos dois trajetos diferentes partindo da Praça da Bandeira, na Avenida 25 de Julho. O primeiro percurso foi até o Parque da Vindima Eloy Kunz, com 1,3 km de distância. Já o segundo trajeto teve como destino o Restaurante Camilotti, em São Gotardo, com 6,8 km.

As simulações foram realizadas na terça-feira (10) e na quarta-feira (11), entre 13h e 14h, utilizando quatro aplicativos de mobilidade: Uber, Embarque Aqui, Rota 77 e Dy Karona, além do serviço de táxi.

No trajeto mais curto, até o Parque da Vindima Eloy Kunz, os valores variaram entre R$ 8,83 e R$ 12,88, dependendo da plataforma utilizada. Já no percurso mais longo, até o Restaurante Camilotti, a diferença de preços se mostrou mais significativa, ficando entre R$ 20,02 e R$ 36,53.

Outro fator analisado foi o tempo médio de espera para a chegada do motorista. Entre os aplicativos consultados, o menor tempo registrado foi de quatro minutos, enquanto em alguns casos a espera ultrapassou os 16 minutos, dependendo da disponibilidade de motoristas na plataforma no momento da solicitação.

Sobre os aplicativos

Entre as plataformas consultadas, o Rota 77 contabiliza cerca de 18 mil corridas por mês em Flores da Cunha e conta com 46 motoristas cadastrados. O Dy Karona realiza em torno de 3,5 mil corridas mensais no município e possui cerca de 16 motoristas na cidade. Já o Embarque Aqui registra aproximadamente 3 mil corridas mensais e opera com cerca de oito motoristas.

A Uber também opera em Flores da Cunha por meio de parceiros cadastrados na plataforma. Diferente dos aplicativos locais, que contam com condutores fixos na cidade, a disponibilidade de veículos na Uber depende de quem está conectado ao aplicativo no momento da solicitação. Por isso, o tempo de espera apresenta maior variação conforme o horário.

Os resultados indicam que cada modalidade apresenta características distintas. Enquanto os aplicativos podem oferecer valores menores dependendo da dinâmica de preços, o táxi mantém a disponibilidade imediata no ponto e tarifas definidas por taxímetro. Nos testes realizados pela reportagem, o valor inicial das corridas de táxi partiu de R$ 6.
Nos serviços avaliados, tanto nos aplicativos quanto no táxi, as formas de pagamento incluem Pix, cartões de crédito e débito, além de dinheiro em espécie.



Apps crescem, táxis mantêm clientela fiel

Se os números das simulações mostram diferenças de preço e tempo de espera entre aplicativos e táxis, quem atua diariamente no transporte de passageiros em Flores da Cunha salienta que a escolha do usuário envolve também outros fatores. Disponibilidade, tipo de serviço e proximidade com os clientes são aspectos destacados tanto por representantes das plataformas quanto por taxistas que trabalham na Terra do Galo.

Gestor da plataforma Dy Karona, Cleiton Wismann conta que a demanda por corridas varia bastante de acordo com o dia da semana e até as condições do tempo.

— Os horários em que temos mais passageiros são muito relativos. Depende do clima, do dia da semana e de outros fatores. Mas geralmente nas segundas-feiras temos bastante demanda, assim como nas sextas e sábados — explica.

Segundo ele, além das corridas dentro da cidade, o aplicativo também atende outras modalidades de transporte, o que influencia na disponibilidade de motoristas em determinados momentos.

— A gente também tem um diferencial que é o atendimento a empresas, inclusive com emissão de nota fiscal. Temos uma equipe que atende esse outro lado do serviço, com coletas, entregas e outros atendimentos. Também realizamos viagens mais longas, para aeroportos, outros municípios e até outros estados, então nem sempre todos os motoristas estão trabalhando apenas aqui em Flores — afirma.

“Nosso cliente sabe que o preço é sempre o mesmo”

Do lado dos taxistas, a principal vantagem apontada é a relação de proximidade com os passageiros e a previsibilidade dos valores das corridas. Segundo a Prefeitura de Flores da Cunha, o município conta com 16 taxistas registrados em operação e quatro pontos de táxi para embarque.

Proprietário do Táxi Carlos Forlin, que atua no ponto da Praça da Bandeira, Guga Forlin explica que atualmente a maior parte das solicitações ocorre de forma direta, principalmente pelo WhatsApp.

— Hoje contamos com os números das nossas centrais no Google. Para chamar o táxi em Flores da Cunha, o usuário pode ligar ou mandar mensagem pelo WhatsApp. Cerca de 90% da nossa demanda vem por ali. Também atendemos clientes que chegam até o ponto para pegar o táxi — relata Guga Forlin.

O taxista detalha que a cobrança das corridas segue o funcionamento tradicional do taxímetro, que calcula o valor a partir da distância percorrida e do tempo de espera.

— As corridas possuem um valor por quilômetro rodado e o tempo de espera é contado pelo taxímetro. Acima de 20 km/h conta como quilômetro rodado. Abaixo disso passa a contar como tempo parado, como em um engarrafamento, por exemplo, e aí entra uma taxa menor — explica.

Forlin destaca como principal argumento que, diferente dos aplicativos, o preço das corridas não muda de acordo com a demanda.

— Como muitas pessoas que pegam com a gente já nos conhecem e temos essa proximidade, normalmente conseguimos fazer algum pequeno desconto. Dia chuvoso ou feriado, para nós não muda nada. Nosso cliente sabe que o nosso preço é sempre o mesmo — conclui.

Com a presença de quatro diferentes aplicativos e a permanência do serviço tradicional de táxi, o transporte individual de passageiros em Flores da Cunha passa por transformações. Para quem precisa se deslocar pela cidade e não possui carro, as opções aumentaram, e a escolha agora depende do que pesa mais: preço, rapidez ou proximidade no atendimento.

 

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