O debate sobre a escolha do trecho da pavimentação no Travessão Bonito transformou a última sessão da Câmara de Vereadores de Nova Pádua em um embate de acusações e réplicas. O clima rapidamente ganhou tons pessoais e gerou desconforto entre os vereadores. A oposição cobrou da Prefeitura critérios “mais claros” na escolha dos locais que devem receber as melhorias.
Projeto de Lei 014/2026, aprovado por cinco votos favoráveis a três contrários, prevê a aplicação de R$ 141.909,00 provenientes da sobra de uma emenda parlamentar de R$ 500 mil destinada em 2024 pelo deputado Carlos Gomes (Republicanos). Os outros R$ 228.091,00 virão de recursos livres do município.
Christian Rancan (PP) abriu o pequeno expediente, opinando sobre a necessidade de separar questões políticas de ataques pessoais:
— Foi uma tentativa clara de transformar uma divergência política em um conflito que se tornou pessoal. Aqui na Câmara nós temos todo o direito de votarmos contrário. Nós não deveríamos levar essas pautas para o lado pessoal.
“Câmara é vergonhosa”
Dirceu Fabian (PSDB) reforçou a crítica à condução do clima em plenário:
— Tu (Christian) não merecia ter ouvido o que tu ouviu no final da última sessão quando a transmissão foi encerrada. A nossa Câmara é vergonhosa. A gente tem que tentar apaziguar as coisas — defendeu.
A vereadora Giseli Boldrin Rossi, por sua vez, usou do grande expediente para rebater supostas acusações feitas por Vivaldo Sonda (MDB):
— “Gostaria que se medissem as palavras ao acusar os outros”. Essa frase foi dita pelo vereador Vivaldo Sonda, que acusou falsamente o vereador Lino Peccati (PP) de ter contratado a filha para trabalhar por seis anos nessa Casa. Calúnia é crime — declarou, na sequência ouviu a réplica do emedebista:
— Quando se fala o que quer, se ouve o que não quer. Imaginem se eu colocasse minha filha como diretora da Casa durante seis anos o “bafafá” que iria dar. Eu não citei nomes — se defendeu Vivaldo.

