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Entenda a atuação da Defesa Civil em Flores da Cunha

Órgão municipal trabalha na prevenção de desastres, no acompanhamento de áreas de risco e na coordenação das respostas a ocorrências
Tornados, vendavais e chuvas intensas exigem respostas distintas e atenção às particularidades de cada ocorrência (Foto: Defesa Civil-RS/Divulgação)

Em menos de um ano, Flores da Cunha enfrentou pelo menos três eventos climáticos de grandes proporções. Em dezembro de 2025, um tornado atingiu o Travessão Alfredo Chaves. Em julho deste ano, um vendaval provocou estragos em Mato Perso. Em setembro, mais de 160 milímetros de chuva caíram em menos de cinco horas. Diante de ocorrências tão distintas, quem entra em ação para proteger a população e organizar a resposta do município?

O trabalho da Defesa Civil começa antes de os estragos aparecerem. Acompanha previsões meteorológicas, avalia riscos, organiza medidas preventivas e articula diferentes setores do município para preparar a resposta a possíveis emergências. Quando o evento ocorre, essa estrutura ajuda a coordenar o atendimento e definir prioridades, seja para interditar uma área de risco ou para providenciar a retirada de uma família de casa.

Na Terra do Galo, a atuação do órgão envolve servidores que dividem suas responsabilidades entre as funções habituais e as demandas da Defesa Civil.

— Nós contamos com uma estrutura que é composta pela Coordenação Municipal, apoio administrativo, Conselho Municipal e setor técnico, que atuam de forma integrada nas ações de prevenção, preparação, monitoramento e resposta a situações de emergência — explica a coordenadora da Defesa Civil, Jamila Maschio Marcarini.

A mobilização não se limita ao horário de expediente. Conforme a gravidade da ocorrência e a necessidade de atendimento, os responsáveis podem ser acionados à noite, nos fins de semana e feriados.

“O trabalho começa pelo acompanhamento”

Antes de uma ocorrência exigir a mobilização das equipes, as previsões meteorológicas e os alertas oficiais ajudam a orientar a preparação do município. A análise considera os possíveis impactos de cada evento e as áreas que podem exigir atenção, além da necessidade de articular secretarias e órgãos responsáveis pelo atendimento.

As características geográficas também entram nessa avaliação. Áreas próximas a cursos d’água estão sujeitas a alagamentos e inundações, enquanto locais com maior declividade podem apresentar erosão e instabilidade do solo. Chuvas intensas, enxurradas, vendavais, granizo e quedas de árvores estão entre os riscos monitorados pela Defesa Civil.

O acompanhamento também permite avaliar as necessidades de uma eventual operação. Conforme o tipo de ocorrência e os impactos previstos, pode ser necessário organizar a mobilização de equipes, verificar a disponibilidade de equipamentos e identificar os pontos que exigem atenção prioritária. Essa preparação contribui para orientar a atuação dos órgãos envolvidos quando a situação exige uma resposta rápida.

Os alertas, por sua vez, ajudam a informar a população sobre riscos potenciais e a necessidade de adotar medidas preventivas. Como as condições meteorológicas podem mudar, o monitoramento permite acompanhar a evolução do fenômeno e atualizar as orientações conforme a situação.

Jamila explica que a definição das prioridades considera os riscos e os impactos à população.

— A prioridade é sempre a proteção da vida e da integridade física das pessoas. Na sequência, são avaliadas as situações que apresentam potencial de agravamento ou que comprometem o atendimento à população.

Resposta em várias frentes

O atendimento depende da participação de diferentes órgãos, cada um com atribuições próprias. Enquanto a Defesa Civil coordena e articula as medidas de proteção, o Corpo de Bombeiros atende emergências operacionais, como salvamentos e resgates. A Guarda Civil Municipal e as equipes de trânsito podem isolar áreas, bloquear vias e controlar a circulação. As secretarias entram conforme a necessidade, com servidores, equipamentos e serviços.

A divisão de tarefas permite que uma mesma ocorrência seja atendida por várias frentes. Uma árvore caída, por exemplo, pode exigir a sinalização do trecho, a retirada do obstáculo e a avaliação de possíveis danos. Em ocorrências de maior proporção, a resposta pode envolver também estruturas estaduais.

Como a população pode ajudar

A participação dos moradores começa antes de uma ocorrência, com atenção aos alertas oficiais e às orientações das autoridades. Durante uma emergência, é importante evitar áreas alagadas, locais com risco de deslizamento e trechos interditados. A população também pode contribuir informando situações de perigo aos órgãos responsáveis, sem se expor para verificar ou registrar os danos.

Quem faz o quê em uma emergência?

  • Defesa Civil: coordena e articula as ações de prevenção e resposta, avalia riscos, acompanha ocorrências e organiza as medidas necessárias para proteger a população.
  • Corpo de Bombeiros: realiza salvamentos, resgates e atendimentos que exigem intervenção imediata. Em emergências com risco à vida, ligue para 193.
  • Guarda Civil Municipal e equipes de trânsito: isolam áreas, bloqueiam vias, controlam o trânsito e auxiliam na segurança da população.
  • Secretarias municipais: disponibilizam servidores, equipamentos e serviços conforme as necessidades de cada ocorrência.
  • Moradores: acompanham os alertas oficiais, seguem as orientações das autoridades, evitam áreas de risco e comunicam situações perigosas aos órgãos responsáveis.

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