Na comunidade de Nossa Senhora Aparecida, em Flores da Cunha, mais de 80 pessoas deixaram de lado o sábado de descanso para colocar a mão na massa e confeccionar cerca de 120 quilos de agnolinis para a tradicional festa da padroeira, comemorada no domingo (11). A expectativa é receber cerca de 700 pessoas.
A mobilização, retomada após a pandemia, representa para os festeiros Jair de Oliveira, 53 anos, e Silvio Turcato, 45, uma forma de recuperar também a união que existia antes do período de isolamento.
— A gente sai daqui fisicamente cansado, mas o coração e o espírito saem alegres. É um sentimento de gratidão, de união e de força — destaca Silvio.
A produção, além de exigir tempo e disposição, depende de muitas mãos. Cada agnolini é confeccionado manualmente e, segundo os organizadores, são necessárias 727 unidades para chegar a um quilo do produto. Para os festeiros, porém, o esforço acaba sendo apenas um detalhe diante da alegria de ver a comunidade novamente reunida.
A equipe responsável pela festa é formada por oito casais que já atuam juntos há anos. Jair e Silvio, por exemplo, trabalham na comunidade desde 2017, em diferentes funções. A retomada da produção coletiva surgiu justamente do desejo de recuperar um costume que fazia parte da preparação das festas antes da pandemia.
— A gente percebeu que precisava resgatar essa ideia, essa unidade. As pessoas deixam de ter um sábado delas para vir ajudar e não vêm obrigadas. Isso é muito bonito — comenta Jair.
Na sexta-feira, haverá atividades com as capelinhas e a bênção dos carros. No sábado, também serão comercializados buchada, frango e carne suína. Para os festeiros, a dedicação à comunidade também é uma forma de fortalecer a própria fé.
— A gente não está deixando o nosso tempo. Está ganhando. Ganha amizade, ganha fé, ganha união e força — afirma Jair.
Ainda há ingressos disponíveis para a festa. Informações podem ser obtidas com Jair pelo telefone (54) 9946-0954.

