Depois de terem conquistado o prêmio de Melhor Roteiro na categoria Ensino Médio durante a II Mostra Nacional de Cinema Estudantil Educavídeo, que abriu o Festival de Cinema de Gramado de 2026, um grupo de alunos do 3º ano da Escola Estadual São Rafael foi além e levou a produção audiovisual de Flores da Cunha para o cenário nacional.
O curta-metragem “Como (não) Arranjar um Namorado”, vencedor do Festival de Cinema Estudantil Astro 2025, foi exibido no renomado Festival do Rio na última terça-feira (6), no CineSystem Belas Artes Botafogo, no Rio de Janeiro.
— Quando fomos a Gramado, ficamos sabendo do edital do Rio de Janeiro e logo nos inscrevemos. Recebemos a posição que o filme foi selecionado no dia 4 de setembro — comemora a coordenadora do Astro, Taísa Verdi.
Em terras cariocas, o filme não disputou uma competição, mas foi exibido na categoria Festival de Cinema Estudantil, voltada ao fomento da sétima arte nacional.
Para aproveitar o momento único, a diretora da escola, Cláudia Garibaldi Salvador, e quatro alunos da comissão técnica do filme, Breno Panizzon Carpeggiani (diretor), Mateus Vanelli Conz (produtor), Maria Luiza Garibaldi Salvador (diretora de arte) e Manuela Salvador Dos Santos (roteirista), viajaram para o Rio na segunda-feira (5) e retornaram no fim da terça-feira (6).
Para a diretora, ver o projeto Astro, que chegou à sua 27ª edição, ir muito além da sala de aula significa pensar no aluno e para o aluno em todas as dimensões do conhecimento.
— Ouvir o nome de nossa escola, de nosso projeto e ver um filme do Astro ser exibido em outros palcos, prova que a escola pública pode ocupar todos os espaços. Foi gratificante e emocionante, ainda mais pela alegria dos alunos que estiveram representando a instituição nesses festivais — revela.
Cláudia opina que o evento contribuiu para criar novas conexões, permitindo levar adiante o nome do Festival, da escola e do município.
— Estamos aumentando cada vez mais a qualidade de nosso projeto e isso é importante para toda a comunidade escolar. Fica o compromisso e a responsabilidade de continuar trabalhando para uma escola cada vez mais criativa e protagonista.

(Foto: Divulgação)
“Somos os primeiros a furar a bolha”
Para os jovens cineastas, a vivência deixará marcas profundas, que ficarão guardadas para sempre em suas memórias.
— É muito legal ver como uma ideia que surgiu dentro de uma sala de aula, hoje passa na tela de cinema, e consegue fazer pessoas de diferentes estados e culturas apreciarem o curta — empolga-se o produtor Mateus Vanelli Conz, 18.
O sentimento de euforia é compartilhado pela diretora de arte do curta, Maria Luiza Garibaldi Salvador, 17:
— Significa que os reflexos desse projeto vão muito além de nós quatro, impactam em uma turma inteira de alunos e em uma escola com um projeto de mais de 27 anos. Carregar esse sentimento de orgulho, com certeza, muda tudo!
Já a roteirista Manuela Salvador Dos Santos, 17, acredita que o prêmio em Gramado e a exibição no Rio de Janeiro são combustíveis para o futuro.
— Se oportunidades surgirem futuramente, dentro da área, seria muito gratificante trabalhar em um rumo que concretizou diversas experiências incríveis para a turma como um todo — projeta.
O diretor do filme, Breno Panizzon Carpeggiani, 17, lembra com carinho do momento em que recebeu a notícia de que “Como (não) Arranjar um Namorado” havia sido selecionado para ser exibido no Festival do Rio.
Carpeggiani acredita que participar desses festivais tem possibilitado que o Astro se fortaleça cada vez mais.
— O Astro se consolida como um dos grandes festivais de audiovisual, e com certeza como uma grande fábrica de talentos, um festival que pessoas fazem coisas que jamais imaginariam fazer, em 15 minutos de tela. Vale o comentário, de que somos os primeiros a “furar a bolha”, mas que com tamanha qualidade que o festival possui, é só questão de tempo até mais curtas chegarem tão longe quanto nós — prevê o jovem diretor.

