Home Destaque 78% dos lojistas de Flores da Cunha esperam manter vendas no Dia das Crianças

78% dos lojistas de Flores da Cunha esperam manter vendas no Dia das Crianças

Pesquisa da CDL aponta estabilidade em relação a 2025 e mostra que 44% dos empresários projetam compras entre R$ 100 e R$ 200

Entre escolher o presente, encontrar uma atividade para aproveitar o dia e decidir onde fazer a compra, o consumidor começa a desenhar, nas semanas que antecedem 12 de outubro, o movimento que costuma marcar o comércio no Dia das Crianças. Em Flores da Cunha, a expectativa dos lojistas é de manter o desempenho registrado no ano passado, com ações preparadas para atrair famílias e estimular as compras no comércio local.

Uma pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Flores da Cunha aponta que 78% dos empresários consultados esperam repetir, em 2026, o resultado obtido em 2025. Outros 11% projetam crescimento nas vendas. Quando a estimativa é detalhada em percentuais, 56% dos participantes calculam um faturamento semelhante ao do ano anterior, enquanto 22% acreditam que poderão vender mais — 11% estimam alta de até 5% e outros 11%, entre 6% e 10%.

O valor destinado a cada compra também aparece entre os indicadores levantados pela entidade. Para 44% dos lojistas, a maior concentração de consumidores deve estar na faixa de R$ 100 a R$ 200 por compra.

Mais do que esperar pelo movimento, os estabelecimentos vêm preparando estratégias para a data. Quase 80% dos entrevistados afirmaram que terão alguma ação específica para o Dia das Crianças. Entre as iniciativas, ganham espaço as atividades realizadas dentro das próprias lojas, além das campanhas de divulgação.

Para o presidente da CDL Flores da Cunha, Jasser Panizzon, a preparação dos estabelecimentos está relacionada às características que diferenciam o comércio físico.

— A pesquisa mostra lojistas preparados, que planejam ações dentro das lojas para receber as famílias e potencializar as oportunidades de consolidação de negócios, valendo-se de diferenciais pelos quais o varejo físico se destaca, entre eles o atendimento qualificado e facilidade de comprar, com agilidade, perto de casa — afirma.

Comércio de proximidade ganha espaço

A preferência por comprar perto de casa também aparece no levantamento realizado pela Federação Varejista do Rio Grande do Sul. Entre os consumidores ouvidos, 60% afirmam que pretendem presentear no Dia das Crianças, enquanto 16,7% ainda estão avaliando a possibilidade. O gasto médio projetado é de R$ 240.

Os brinquedos aparecem como principal escolha, citados por 43,2% dos entrevistados. Na sequência estão roupas e itens de cuidado pessoal, mencionados por 22,5%. A decisão sobre o presente, em muitos casos, também passa pelas próprias crianças: 75,7% dos consumidores dizem que elas participam de alguma forma da escolha.

O levantamento estadual reforça ainda a presença do comércio local nos hábitos de compra. As modalidades de comércio de proximidade são mencionadas por 85,4% dos entrevistados. As lojas de rua localizadas no centro aparecem como a principal opção, com 50,9%.

Na hora de escolher onde comprar, o atendimento é o fator mais citado, apontado por 52,9% dos consumidores. O momento da compra, por sua vez, tende a se concentrar próximo à data: 61% pretendem fazer as compras na semana do Dia das Crianças ou na véspera.

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