Home Destaque “Fazia dois meses que tínhamos comprado o carro”, lamenta moradora de Otávio Rocha que teve veículo arrastado pela força das águas na Linha 80

“Fazia dois meses que tínhamos comprado o carro”, lamenta moradora de Otávio Rocha que teve veículo arrastado pela força das águas na Linha 80

Três dias depois, Renault Captur foi retirado do Arroio Curuzu completamente destruído. Família será ressarcida pela seguradora
Veículo foi retirado do Arroio Curuzu no fim da tarde desta quinta-feira (24) (Foto: Maristela Bortoloso Molon/ Divulgação)

Três dias. Esse foi o tempo necessário para retirar o carro da professora aposentada Maristela Bortoloso Molon, 58 anos, do Arroio Curuzu, na Linha 80.

O Renault Captur que a moradora de Otávio Rocha dirigia foi levado pela correnteza das águas na última segunda-feira (21), em decorrência das fortes chuvas que atingiram Flores da Cunha.

Completamente destruído, o veículo foi localizado na tarde da última quarta-feira (23), mas só foi retirado no fim da tarde desta quinta-feira (24). Ele estava dentro do Arroio, próximo a uma caixa d´água da Corsan, na propriedade da família Marzarotto, a cerca de 1 quilômetro de distância do ponto inicial.

Maristela explica que o carro tinha seguro, que a seguradora está avaliando o caso, mas será ressarcida e irá adquirir um novo veículo. O que dói, segundo ela,  é saber que o Renault Captur tinha sido recém-comprado pela família.

– Fazia dois meses que tínhamos comprado o carro. Então é um valor sentimental maior ainda, porque é um carro que a gente ainda estava começando a usar – lamenta a professora aposentada.

Em meio à tragédia, a moradora de Otávio Rocha fortalece sua fé e encontra motivos para seguir em frente.

– Estou triste em ver o carro daquele jeito, destruído, mas feliz por estar viva. Só tenho a agradecer a Deus, que está me protegendo e iluminando.

O Renault Captur foi levado pela correnteza das águas na última segunda-feira (21), (Foto: Redes Sociais/ Reprodução)

Relembre

Maristela Bortoloso Molon passava pela Linha 80 por volta das 7h para levar uma de suas filhas para a escola e a outra para o trabalho. Naquele instante, observou que a água do Arroio Curuzu estava aumentando, mas, em hipótese alguma, pensou que em menos de sessenta minutos, quando retornava, o nível subiria tanto.

– Estava sozinha, comecei a atravessar esse trajeto e, em um certo momento, o carro apagou e não conseguir mais sair do lugar. Pensei logo em chamar socorro de familiares, mas veio até mim um morador da comunidade e me falou para pegar minhas coisas e sair do carro, e eu saí. Desci do carro e fui me abrigar em uma residência – descreve.

Naquele momento, Maristela lembra de ter se sentido indefesa, sem saber o fazer. Ela acredita que tenham se passado de 15 a 20 minutos, a chuva aumentava e a correnteza “era muito forte assustadora”. Nesse cenário ela observou o carro se mexendo e, logo em seguida, sendo arrastado pela força das águas.

– A palavra é medo. Agora estou bem, ainda um pouca assustada e assimilando que podia ter acontecido o pior se eu não tivesse saído do carro – reflete.

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