Onze anos depois do último encontro em uma final, Black Killers e HSF voltam a disputar o título do Futsal de Nova Pádua. A decisão da Série Ouro nesta sexta-feira (18), às 21h, no Ginásio Municipal, coloca frente a frente o maior campeão da competição e o HSF, vencedor em 2016, que tenta retornar ao topo.
O confronto carrega uma história construída em duas decisões consecutivas. Em 2014, as equipes empataram em 2 a 2 no tempo regulamentar, e o Black Killers venceu nos pênaltis por 6 a 5. No ano seguinte, o Black voltou a levar a melhor, desta vez por 2 a 1.
Agora, em 2026, os rivais voltam a se encontrar em uma final.
HSF quer escrever um novo capítulo
A vaga do HSF veio com uma vitória por 5 a 1 sobre o OAT. Depois de um primeiro tempo equilibrado, a equipe controlou a partida e ampliou a vantagem na etapa final.
Artilheiro do HSF no campeonato, com dez gols, João Vitor Jagiela destaca a força do elenco na campanha até a decisão.
— O resultado de 5 a 1 mostrou que nosso elenco é muito completo, competitivo e que cresce em jogo grande.
O jogador projeta uma final disputada e vê no confronto a oportunidade de o HSF construir sua própria história diante de um adversário tradicional.
— Acredito que vai ser um jogo muito pegado, pois os dois times querem ganhar o campeonato. O Black tem sua história, seus títulos, e nós estamos em busca de fazer a nossa.
Campeão pela última vez em 2016, o HSF volta a uma decisão dez anos depois. Para Jagiela, uma nova conquista teria significado especial.
— Conquistar esse título teria um significado muito especial para mim. Seria o reconhecimento de todo o meu empenho para ajudar o time e deixar nosso nome na história esportiva da cidade.
Black Killers quer retomar a hegemonia
O Black Killers garantiu a vaga com uma vitória expressiva sobre o GudPlei, atual bicampeão. No clássico, venceu por 7 a 2 e confirmou a classificação após um primeiro tempo mais equilibrado e uma etapa final de amplo domínio.
Yan Oliboni marcou dois gols, mas atribui o resultado principalmente à atuação coletiva, mesmo com desfalques por lesão.
— Mais importante do que os dois gols foi manter uma boa atuação junto com a equipe durante toda a partida. Sabíamos que não seria um jogo fácil, ainda mais com alguns desfalques devido a lesões.
O entrosamento também aparece como um dos trunfos do Black. O elenco vem atuando junto em outras competições ao longo do ano, fator que, segundo Yan, fortalece o grupo para a decisão.
— Com certeza será uma final muito equilibrada. As duas equipes chegaram à decisão com vitórias por placares amplos nas semifinais e contam com peças que podem fazer a diferença a qualquer momento. Mas ter um grupo unido com certeza faz a diferença, e é por isso que acredito no Black.
A bola rola às 21h desta sexta-feira (18), no Ginásio de Esportes de Nova Pádua. De um lado, o Black Killers tenta ampliar sua galeria de títulos. Do outro, o HSF busca voltar ao topo dez anos depois de sua última conquista.
Libertad e Tanque Cheio decidem a Série Prata
A Série Prata também definiu seus finalistas na última terça-feira (15), em duas semifinais com roteiros distintos. Libertad e Tanque Cheio venceram Real Pádua e Auto Giro, respectivamente, e se enfrentam pelo título hoje (18), às 20h, no Ginásio de Esportes de Nova Pádua, antes da decisão da Série Ouro.
O Libertad garantiu a sua vaga após empatar em 2 a 2 com o Real Pádua no tempo regulamentar e vencer a disputa por pênaltis por 5 a 4.
Na sequência, o Tanque Cheio superou o Auto Giro por 6 a 2, construindo vantagem ao longo da partida e confirmando a classificação sem permitir a reação do adversário.
A decisão reunirá, portanto, duas equipes que chegaram à final por caminhos distintos: o Libertad, após uma disputa definida nos pênaltis, e o Tanque Cheio, com uma vitória expressiva nas semifinais.
A Série Prata faz parte da nova fórmula de disputa criada em 2026. A competição reúne as quatro equipes eliminadas nas quartas de final da Série Ouro. Portanto, o vencedor desta noite conquistará um título inédito.

