A terceira edição do Ella Lidera, realizada no último sábado (22), no Casarão Veronese, em Flores da Cunha, transformou a tarde em um espaço de escuta, troca de experiências e valorização da trajetória de mulheres da comunidade. Com o tema “Quando uma mulher lidera, uma cidade inteira cresce”, o encontro reuniu participantes para ouvir histórias reais e refletir sobre diferentes formas de exercer a liderança no cotidiano.
Ao longo da programação, 14 mulheres compartilharam experiências, desafios e aprendizados, mostrando que liderar vai muito além de ocupar cargos de comando. A liderança também está presente na família, nos negócios, no trabalho, nos projetos sociais e nas escolhas feitas diariamente.
Para a organizadora desta edição, Angélica Klinger Severo, a terceira edição teve um significado ainda mais especial. Depois de atuar como colíder na edição de 2025, ela assumiu neste ano a condução do evento, unindo a experiência construída ao longo de uma década de trabalho voluntário na área social.
— O evento foi incrível. Foi muito emocionante, uma troca de vivências que certamente impactou a todas as presentes. Eu não teria como estar mais feliz! Nosso objetivo foi alcançado. Vimos nos olhares das mulheres presentes a emoção, o carinho e o reconhecimento a cada fala das inspiradoras — avalia Angélica.
Comunicação também é liderança
Um dos destaques da programação foi o painel “Sua Voz, Sua Vitrine: Comunicação e Posicionamento que Geram Impacto”, com Cris Maya, Ariane Massoni e Lenice Modena. A conversa abordou a relação entre comunicação, posicionamento e liderança, especialmente os desafios enfrentados por mulheres na hora de falar sobre suas próprias conquistas, defender suas ideias e ocupar espaços de protagonismo.
Para a painelista Lenice Modena, a edição deste ano foi marcada principalmente pela conexão e pelo sentimento de pertencimento.
— É muito bonito ver tantas mulheres diferentes, com histórias e trajetórias tão diversas, reunidas no mesmo lugar, dispostas a ouvir, compartilhar e aprender umas com as outras. Para mim, ficou principalmente um sentimento de conexão e pertencimento. Quando as mulheres se apoiam e compartilham suas experiências umas com as outras, todo mundo cresce junto, uma impulsiona a outra — afirma.
Durante o painel, Lenice destacou que comunicação não se resume ao ato de falar. Para ela, comunicar significa criar entendimento, conexão e confiança, além de saber transmitir ideias, ouvir e inspirar.
— Às vezes, a mulher tem um ótimo trabalho, conhece muito sobre o que faz, mas não consegue mostrar isso ou falar sobre si mesma. E isso acaba fazendo com que as pessoas não percebam todo esse valor.
Lenice explica que essa capacidade de se posicionar pode ajudar mulheres a ocuparem espaços com mais segurança, sem abrir mão da própria identidade.
— Muitas mulheres ainda têm um certo receio de se posicionar, de falar sobre suas conquistas ou de ocupar determinados espaços. A comunicação estratégica ajuda justamente a dar clareza e confiança para que essa mulher entenda que pode se posicionar e mostrar o seu valor sem deixar de ser quem é — ressalta.

