A Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael olha com orgulho para o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. Com nota 7,2, a escola florense aparece como o oitavo melhor resultado nos Anos Finais (do 6º ao 9º ano) entre todas as instituições do Rio Grande do Sul. Se considerar apenas escolas estaduais, a São Rafael foi a terceira melhor gaúcha.
O resultado também representa um salto significativo em relação à avaliação anterior. Em 2023, a escola havia alcançado 6,1 nos Anos Finais. O avanço de 1,1 ponto fez do São Rafael a instituição com a maior nota de Flores da Cunha nessa etapa.
Para a diretora Claudia Garibaldi Salvador, que está há dois anos no cargo, o desempenho foi uma surpresa positiva, mas também confirma o trabalho que é desenvolvido no cotidiano da escola.
— A gente percebeu que o professor, em sala de aula, está dando o seu melhor, e que os alunos estão aproveitando essa aprendizagem. Sempre cobramos bastante do Ensino Fundamental aqui na escola, porque é ali que temos que trabalhar nos conceitos, para que eles possam ir para o Ensino Médio bem preparados — afirma.
O que está por trás da nota
Mais do que comemorar a posição no ranking, a equipe do São Rafael procura entender o que levou ao crescimento. Para Elisete Salvador Otobelli, assistente financeira e professora, o resultado está relacionado à forma como a escola procura construir a relação dos estudantes com os estudos.
— É o amor pelos estudos que a gente incentiva no Fundamental, porque nos parece que, se tu tem uma base boa, gosta e está fazendo com prazer as atividades, tu vai chegar no Ensino Médio e não vai ser um aluno que quer ficar em casa, que vai abandonar os estudos — afirma.
A escola também aposta em atividades que procuram ampliar a experiência dos estudantes para além das aulas tradicionais. Entre elas estão o Astro, o Festival da Poesia e o Salão Poético.
A intenção, segundo Elisete, é fazer com que os estudantes encontrem sentido na permanência na escola e desenvolvam habilidades que possam ser utilizadas também fora dela.
— Quando o aluno perceber que a escola faz sentido na vida dele, quem sabe as coisas mudem. Porque é por meio da escola também que eles são indicados para alguns empregos. As empresas “vira e mexe” estão ligando e pedindo se tem alguém para indicar. Então, é uma porta de entrada para o mercado de trabalho.
O resultado de 2025, assim, é visto pela equipe como consequência de um trabalho que começa nos primeiros anos e procura combinar aprendizagem, participação e vínculo com a escola.

