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Festival do Agnolini celebra tradição italiana em Flores da Cunha

No aniversário de 102 anos de Flores da Cunha, o Festival do Agnolini resgata a memória afetiva da imigração italiana e suas tradições gastronômicas, enquanto a região também preserva símbolos históricos que conectam fé, cultura e arquitetura
Agnolinis da região italiana. A utilização de carne de ovelha no recheio deu origem ao nome de agnolinis. (Foto: divulgação)

Nos 102 anos da emancipação de Flores da Cunha, a Praça da Bandeira receberá o tradicional Festival do Agnolini, no sábado (16). Poucas massas despertam tantas lembranças afetivas quanto os agnolinis das festas de infância.

Na Páscoa e no Natal, eles estavam sempre presentes nas sopas das famílias italianas.
Há mais de 70 anos, nas casas simples de madeira, sem luz elétrica nem refrigeração, o sábado santo era dedicado ao preparo da massa.

Um frango servia para o recheio e outro para o caldo da sopa do domingo. Os agnolinis eram considerados um prato especial, reservado principalmente para a celebração da Páscoa,e com o tempo no Natal.
A tradição tem raízes na Páscoa judaica, marcada pelo sacrifício do cordeiro e pela passagem para a terra prometida.

Cordeiro (agnello) de Deus, que mantém a tradição Pasqual (Foto: divulgação)

O Cristianismo também assumiu este símbolo através da figura do “Cordeiro Pascal”.
Do latim “Agnus Dei” surgiu a palavra italiana “agnello”, que significa cordeiro. Como usavam carne de cordeiro para o recheio, dali vem o nome “agnolini”, de agnello.

Originalmente, muitos recheios eram preparados com carne de cordeiro, abundante no norte da Itália. O outro nome, “cappeletti” também do ponto de vista religioso, representaria a mitra (o chapéu) do Bispo.
Já no Brasil, os imigrantes adaptaram a receita usando frango ou carne bovina, mantendo viva a tradição dos agnolinis.

As Torres de Caravaggio e
de Otávio Rocha

Milhares de peregrinos se dirigem ao Santuário de Caravaggio em Farroupilha. E uma das edificações do local, sempre me levantava dúvida, porque teria a Torre de lá, uma semelhança tão grande com a Torre da (Marcolina) em Otávio Rocha.

As Torres de Caravaggio em Farroupilha (esquerda) e a de Otávio Rocha em Flores da Cunha. A incrível
semelhança que une e orgulha a velha Marcolina. (Foto: divulgação)

A Torre de Caravaggio, foi construída em 1900, tendo ficado um longo tempo, sem a parte de cima das pedras, posteriormente recebeu uma estátua de um anjo. Em Otávio Rocha, iniciou em 1919 e inaugurada em 1921, recebeu a estátua de Cristo Redentor, nome mesmo antes do Cristo do Rio de Janeiro.

Depoimento do arquiteto e escritor Júlio Posenato, faz uma análise entre as Torres. “A semelhança entre elas salta aos olhos. Em ambos há um estágio inicial longo (“material”), de planta quadrada e paredes de pedras à vista, com aberturas estreitas (“seteiras”), e um relógio superior (o de Caravaggio) e um ornato em forma de círculo (o de Otávio Rocha) onde originalmente havia um desenho de um relógio, que na passagem do Século XXI, foi inserido no coroamento do segundo estágio.

O segundo setor (“racional”), em alvenaria rebocada, mostra as mesmas janelas duplas, com uma cornija intermediária à altura da base dos arcos plenos; a única diferença significativa é que, enquanto no Campanário de Caravaggio, a cornija maior, de arremete superior, possui a forma de um triângulo, em Otávio Rocha é em semicírculo.

No terceiro estágio (“espiritual”), com coruchéus nos ângulos e prisma de coroamento, ambos os campanários estão encimados por estátuas,um anjo em Caravaggio e Cristo Redentor em Otávio Rocha.”

Devo ainda destacar que do Santuário de Caravaggio, para serem vigários em Otávio Rocha, três destacados sacerdotes vieram como Padre Teodoro Portolan (construtor do Santuário) Padre Antônio Pasa (conhecido orador sacro) e o Padre Homero Rossi (grande divulgador da devoção a Nossa Senhora).

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