Diante do reajuste anual na tarifa do pedágio em Antônio Prado, que aumentou de R$ 9,10 para R$ 9,20 na quarta-feira (29), o vereador Diego Tonet (PP) questionou a transparência dos dados da ERS-122 e reforçou a importância da duplicação no trecho Flores da Cunha e Caxias do Sul.
O progressista considera que as “melhorias pontuais” apresentadas pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), como contenção de encostas e recapeamentos, não são suficientes para justificar a concessão e cobrança.
— O problema não é o valor (da tarifa ou do aumento). É não enxergar na mesma proporção aquilo que foi prometido na concessão. Não há nada de grande monta entre Flores da Cunha e Caxias do Sul — argumentou em tribuna.
Tonet continuou explicando o VDM (Volume Diário Médio), estatística prevista no contrato como “gatilho” para a sonhada duplicação da ERS-122. Pela concessão, a exigência ocorre quando o fluxo atingir 18 mil veículos por dia. O vereador relembrou que foram instalados novos medidores no trecho e questiona quais são os dados atuais:
— Onde estão estes números? Quantos veículos passam por dia? Hoje a sensação é que se mede, mas não se mostra. Sem transparência, não existe confiança. Sem confiança, qualquer aumento de pedágio causa indignação. Por que os dados não são públicos?

