As obras de restauro do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi entram na reta final, com previsão de entrega para o segundo semestre deste ano. Iniciada em fevereiro de 2025, a segunda etapa do projeto promete devolver à comunidade de Flores da Cunha um patrimônio completamente renovado.
Conforme a secretária de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente, Rosiane Machado Pradella, na primeira etapa da obra (inaugurada em agosto de 2024) foi construído o prédio anexo para transferência dos acervos, oportunizando o esvaziamento do prédio do museu para a obra e, dentro de alguns meses, o edifício será entregue completamente restaurado e com nova exposição museográfica.
— Já foram executados todos os revestimentos, forros, restauro de parede decorativa no segundo pavimento, caixa de corrida para elevador e telhado. Neste momento, estamos na parte de pintura interna e externa, restauro de esquadrias e escada.
As próximas etapas serão de elétrica, hidráulica, drenagem, além de instalação da expografia, que corre em projeto museológico concomitante. Conforme a secretária, a obra tem previsão de entrega para o segundo semestre deste ano.
A presidente da Associação dos Amigos do Museu, Lorete Maria Calza Paludo, destaca que as obras estão seguindo dentro dos prazos planejados e acredita que a entrega seja realizada no mês de agosto.
— Com certeza irá encantar Flores da Cunha! Nós acompanhamos etapa por etapa de todo trabalho realizado com cronograma de visitas e com esclarecimentos do que está sendo realizado e posso dizer, com convicção, que teremos muito orgulho do nosso museu.
A subsecretária de Cultura, Adriana Boeira Dotti, adianta que o momento de reinauguração deve ser “especial para a comunidade”, indo muito além de um “ato formal”.
— A proposta é surpreender o público com uma experiência diferenciada, que valorize a história, a cultura e a identidade local de forma envolvente e sensorial. A programação está sendo construída e deve reunir elementos que tornem a ocasião marcante e inédita no município.
Uma cor nem tão nova assim
Quem circula pela área central já deve ter percebido que o museu está recebendo pintura externa. Mas o que chama a atenção é a mudança de cor: a tonalidade verde malva substituiu o tradicional rosado. Esta cor foi identificada como a primeira a ser aplicada no edifício na época de sua adaptação para museu, em 1986.
— A escolha foi definida a partir de uma prospecção pictográfica da fachada, que analisou as camadas de tinta ao longo do tempo. Antes disso, desde sua inauguração em 1946 como sede da Prefeitura, o prédio possivelmente não possuía pintura propriamente dita, mantendo o reboco aparente, com um leve tom rosado, em função da areia proveniente de barranco e mais avermelhada utilizada na argamassa. A argamassa também possui grãos de brilho, conferindo aspecto cintilante ao prédio — detalha a secretária Rosiane.
Para Lorete a mudança permite reconectar diferentes capítulos da nossa história:
— A ideia é aproximar o máximo possível de sua originalidade. Quanto mais nos aproximarmos do que ele era, mais valor ele terá como patrimônio – comemora Lorete, ansiosa pela entrega do prédio.
Relembre
O projeto das obras de restauração do museu é financiado pelo Pró-Cultura RS, da Secretaria da Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A realização é da Associação de Amigos do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi, com apoio da Prefeitura de Flores da Cunha e patrocínio da empresa Móveis Florense. O investimento é de R$ 2.652.449,79 milhões, o valor financiado pelo Pró-Cultura é de R$ 1.840.491,70 e a contrapartida do município é de R$ 801.058,09. Já o valor financiado pela Associação de Amigos do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi é de R$ 10.900,00.

