Ser a primeira mulher presidente da Festa Colonial da Uva – Fecouva, em 2026, ano em que celebramos 60 anos dessa história tão rica, é uma honra que carrego com emoção e responsabilidade. Essa festa representa muito mais do que uma comemoração: ela simboliza a força da comunidade de Otávio Rocha, a dedicação das famílias agricultoras e a valorização dos frutos que nascem do nosso chão, especialmente a uva e o morango.
Ser mulher, nascida e criada no interior, me conecta profundamente com cada lavoura, cada parreira e cada história construída com trabalho árduo. Cresci aprendendo que a agricultura é mais do que sustento; é identidade, tradição e união. Representar a fé nesse momento histórico é também reconhecer o papel das mulheres que sempre estiveram presentes no campo, muitas vezes de forma silenciosa, mas essencial.
Assumir esse lugar é reafirmar que o interior tem voz, tem força e tem futuro. É mostrar às novas gerações que vale a pena permanecer, investir e acreditar na agricultura como caminho de desenvolvimento e dignidade. Quero contribuir fortalecendo nossas raízes e inspirando jovens a seguirem cultivando a terra, a fé e o amor pela comunidade que nos formou.

